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Por David Ingram
SÃO FRANCISCO, Estados Unidos, Jan 18 (Reuters) – O
aplicativo de mensagens WhatsApp disse na quinta-feira que vai
permitir pela primeira vez contas empresariais, um passo que
aproxima o serviço gratuito de um plano para gerar receita para
o seu controlador, o Facebook .
Empresas já utilizam o WhatsApp, com 1,3 bilhão de usuários,
para responder consultas de clientes. As contas comerciais
permitirão configurar saudações automáticas, ver estatísticas
sobre as mensagens e configurar uma página de perfil com horas
de operação e outras informações, disse o WhatsApp.
As contas destinam-se a empresas que recebem um grande
volume de mensagens pelo WhatsApp, afirmou o chefe de operações
do aplicativo, Matt Idema.
"O que vimos foi uma necessidade das empresas terem
ferramentas mais eficientes", disse Idema em uma entrevista.
Idema, que era um executivo do Facebook antes de se juntar
ao WhatsApp no ano passado, disse que o aplicativo de mensagens
pretende cobrar de alguma forma das empresas no futuro, mas
acrescentou que é muito cedo para discutir quando isso vai
acontecer ou como serão os serviços empresariais futuros.
O Facebook comprou o WhatsApp, em 2014 por 19 bilhões de
dólares, atraído pelo tamanho de sua base de usuários. O
WhatsApp costumava cobrar uma taxa de assinatura anual de 1
dólar, mas desistiu da cobrança em 2016, deixando o serviço sem
uma fonte de receita.
As opções de receita futura são poucas porque o
presidente-executivo do WhatsApp, Jan Koum, e o presidente do
Facebook, Mark Zuckerberg, descartaram publicidade no WhatsApp,
um fator que aumenta a popularidade do serviço.
O WhatsApp compete em um mercado que tem também o aplicativo
Messenger do Facebook, o WeChat da Tencent Holdings e
muitos outros serviços de mensagens.
O WhatsApp disse que as contas comerciais estarão
disponíveis a partir desta quinta-feira por meio do aplicativo
WhatsApp Business no Google Play Store, na Grã-Bretanha,
Indonésia, Itália, México e Estados Unidos.
A empresa disse que planeja lançar as contas em outros
países nas próximas semanas e, eventualmente, ter uma versão
para iPhones.
(Por David Ingram)
((Tradução Redação São Paulo, +5511 5644 7719))
REUTERS RBS AAJ


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