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Volatilidade impera nos mercados de risco e investidores se estressam com eventos nos EUA e Europa

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Volatilidade impera nos mercados

Não foi por falta de aviso. Desde a semana passada, alertamos para mercados de risco com volatilidade, decorrentes de fatores de curto prazo. Porém, do ponto de vista factual, nada mudou muito. Claramente há forte recuperação da economia global, e isso é o que mais interessa.

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No curto prazo, os investidores ficaram temporariamente estressados com eventos nos EUA e Europa, dos quais destacamos a possibilidade dos EUA acelerarem alta de juros, mas isso seria por um motivo nobre de melhora acima do previsto da economia. Hoje mesmo o BOE (BC Inglês) anunciou leve ampliação das projeções de crescimento em 2018 e 2019 para 1,8%. Ou seja, altas de juros e reduções da flexibilização monetária, seriam decorrentes da percepção que a economia está voltando ao normal e conseguindo andar sem estímulos.

Hoje, mais para o meio da tarde, os mercados acionários aprofundaram quedas, ao mesmo tempo em que a taxa cambial oscilava fortemente. Logo cedo, no nosso vídeo e texto de abertura, o Bom dia Investidor, dizíamos que o acordo de ontem no Senado dos EUA para o orçamento dos dois próximos anos seria de difícil aprovação na Câmara e Congresso. Os mercados usaram isso para abrirem novas posições vendedoras de ações, e as bolsas da Europa fecharam com grande queda, e o mesmo comportamento para o mercado americano e Bovespa.

Conseguimos apurar ainda que os prejuízos na criptomoeda ajudou a acelerar vendas em outros segmentos. Isso depois do dirigente do BCE, Mersch, ter dito que representam risco para a estabilidade de preços e financeira, comparando com esquema Ponzi (efeito pirâmide).

O BOE (BC Inglês) manteve a política monetária estabilizada com juros em 0,50%, mantendo a compra de ativos no montante de 435 bilhões de libras. Dirigentes do FED voltaram a falar sobre não existir possibilidade de mudanças dramáticas na política monetária em ano forte e acompanhando de perto a inflação. Ainda nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da semana passada mostraram contração de 9.000 posições para 221.000.

Na sequência dos mercados no exterior, mais um dia de queda do petróleo WTI em NY de 1,23% e com barril cotado a US$ 61,03. O euro era transacionado em leve alta de US$ 1,227 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,85%. O ouro e prata operavam em alta na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto. O índice Vix do pânico subindo mais de 15%.

No cenário local, voltamos a ser bombardeados por declarações sobre a previdência do ponto de vista técnico (secretário) e político. O secretário Caetano chegou a dizer que o déficit da previdência compraria a Petrobras. O presidente do Congresso, Eunício, atuou meio como coveiro da reforma da Previdência dizendo que se aprovada agora poderia ser defeituosa. Falou em fazer em novembro, depois das eleições. A Anbima anunciou que a captação interna encolheu 76% em janeiro contra igual período e a externa caiu 15% para US$ 4,4 bilhões.

Na sequência dos mercados, os DIs fecharam com queda de juros (longos em alta), enquanto o dólar encerrou em alta (depois de boa queda) de 0,15% e cotado a R$ 3,28. Na B3, na sessão de 06 de fevereiro, os investidores estrangeiros sacaram R$ 1,3 bilhão, deixando o saldo negativo do mês em R$ 1,9 bilhão, mas com fluxo positivo no ano de R$ 7,6 bilhões. O CDS Brasil subiu para 160 pontos

No mercado acionário, dia de queda em Londres de 1,61%, paris com -2,40% e Frankfurt com -3,12%. Madri e Milão com perdas de respectivamente 2,43% e 2,56%. No mercado americano, faltando cerca de uma hora para encerramento, o Dow Jones tinha queda de 2,25% e Nasdaq com -2,06%. Na B3, dia de reversão de alta para forte queda (antes do call de encerramento) de 146% e índice em 81.557 pontos. Entre máxima e mínima oscilação de mais de 2.400 pontos.

Na agenda de amanhã, vamos começar com a inflação na China em janeiro. No Brasil, começamos com as vendas no varejo de dezembro. Nos EUA, as vendas no atacado de dezembro e mais discurso de dirigente do FED.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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