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Por Corina Pons e Alexandra Ulmer
CARACAS, 3 Mai (Reuters) – A Venezuela informou nesta
quinta-feira ter prendido 11 importantes executivos do principal
banco privado do país, o Banesco, por “ataques” contra a moeda
do país, na mais recente ação do governo de Nicolas Maduro
contra o setor privado.
As prisões foram feitas após dois executivos venezuelanos da
petrolífera norte-americana Chevron terem sido presos na
Venezuela de forma inesperada no mês passado.
A Venezuela sofre um processo hiperinflacionário da moeda
bolívar, que Maduro atribui a uma “guerra econômica” e que
críticos do governo atribuem a incompetência e fracasso de
políticas.
Adversários de Maduro dizem que ele está reprimindo o setor
privado para tentar ganhar apoio e interromper aumentos de
preços antes da eleição presidencial de 20 de maio, que os
principais partidos da oposição boicotaram, dizendo ser uma
fraude.
O procurador-geral venezuelano, Tarek Saab, anunciou as
prisões em entrevista coletiva televisionada, mas não deu
evidências de atos irregulares ou respondeu perguntas.
“Nós determinamos a suposta responsabilidade dos executivos
por uma série de irregularidades, por ajudar a esconder ataques
contra a moeda venezuelana com objetivo de demolir a moeda
venezuelana", disse Saab.
O presidente do Banesco, Juan Carlos Escotet, que mora na
Espanha, criticou as prisões como “desproporcionais” e disse que
viajará à Venezuela para tentar libertar os 11 executivos, que
incluem o presidente-executivo, Oscar Doval.
“Nas próximas horas irei pegar um avião à Venezuela. Nós
estamos tentando bater em todas as portas para que este problema
seja esclarecido e eles sejam libertados como merecem estar”,
disse Escotet, filho de espanhóis que nasceu na Venezuela e
possui ambas nacionalidades, em vídeo publicado no Twitter.
Escotet tem sido um frequente alvo de críticas de um dos
principais nomes do partido governista Diosdado Cabello, que
recentemente anunciou que o governo venezuelano estaria
comprando o Banesco. Escotet negou qualquer venda.
Escotet se afastou temporariamente de seu cargo como
presidente do conselho do Abanca, banco sediado na Galícia,
informou nesta quinta-feira a instituição financeira em
comunicado ao regulador do mercado de ações da Espanha.
A oposição da Venezuela informou que as prisões são outro
sinal da guinada de Maduro ao autoritarismo.
"O governo irresponsável… continua a negar sua
responsabilidade na destruição de nosso bolívar. Agora eles
estão atacando o Banesco. Isto irá somente gerar mais crise e
miséria”, escreveu no Twitter o parlamentar da oposição Carlos
Valero.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ


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