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CARACAS, 13 Jun (Reuters) – A Venezuela ordenou nesta
quarta-feira a saída de 43 pessoas da prisão, dando por
encerrada uma série de libertações relacionadas à “violência
política”, em uma medida considerada insuficiente por opositores
e por um grupo de defesa dos direitos humanos.
O grupo desta quarta-feira é o terceiro que deixa o cárcere
após o presidente Nicolás Maduro ser reeleito em 20 de maio e
anunciar um gesto de “pacificação” para o país.
Opositores, no entanto, criticaram a decisão, alegando não
se tratar de liberdade plena, e nem incluir todos os presos
políticos venezuelanos, que calculam ser entre 300 e 400. O
governo rejeita este número.
“É um efeito simbólico, não verdadeiramente efetivo contra o
tema da perseguição por motivos políticos”, afirmou o advogado
Gonzalo Himiob, diretor da organização não governamental Fórum
Penal. O que se exige, disse, “é uma anistia para todos”.
Desde dezembro mais de 200 pessoas receberam benefícios de
libertação, destacou a jornalistas a presidente da Assembleia
Nacional Constituinte, Delcy Rodríguez.
Antes das libertações desta quarta-feira, o governo havia
dito que os beneficiados eram 79, mas durante o dia Rodríguez e
o procurador-geral, Tarek Saab, disseram que em dezembro também
foram libertadas 115 pessoas.
Grupos de direitos humanos afirmaram que somente 39 entre os
primeiros libertados eram presos políticos e que eles não
receberam liberdade plena, e sim condicional, porque a maioria
deve se apresentar todo mês a tribunais, não pode sair do país e
não pode dar declarações a veículos da mídia e nas redes
sociais.
Entre os libertados no começo do mês estava um grupo que
havia sido detido por estar supostamente vinculado a um
incidente ocorrido em Caracas em abril, no qual um deputado
opositor ficou gravemente ferido.
(Reportagem de Vivian Sequera)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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