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CARACAS, 29 Nov (Reuters) – A Venezuela abusou
"sistematicamente" de manifestantes anti-governo este ano,
disseram dois grupos de direitos humanos nesta quarta-feira,
incluindo através de espancamentos, lançamento de gás
lacrimogêneo em áreas fechadas e forçando detidos a comer
alimentos misturados com excremento.
O impopular presidente de esquerda da Venezuela, Nicolás
Maduro, enfrentou quatro meses de protestos quase diários
pedindo por eleições antecipadas, auxílio humanitário para
combater a escassez de comida e remédios, respeito pelo
Congresso liderado pela oposição e liberdade para ativistas
detidos.
Manifestantes dizem que soldados da Guarda Nacional
reprimiram seu direito de protestar, enquanto Maduro diz que seu
governo enfrentou uma "insurgência armada" apoiada pelos Estados
Unidos.
Mais de 120 pessoas morreram durante os protestos, entre
elas manifestantes, defensores do governo, autoridades de
segurança e transeuntes.
Em relatório conjunto, a organização não governamental
sediada em Nova York Human Rights Watch e a venezuelana Fórum
Penal documentaram 88 casos entre abril e setembro de uso
excessivo de força durante manifestações convocadas para
protestar contra prisões arbitrárias. Cerca de 5.400 pessoas
foram detidas, com ao menos 757 julgadas em tribunais militares,
disse o relatório.
"Os terríveis abusos generalizados contra adversários do
governo na Venezuela, incluindo chocantes casos de tortura, e a
absoluta impunidade para os agressores sugerem responsabilidade
do governo nos níveis mais altos", disse o advogado chileno José
Miguel Vivanco, diretor da Human Rights Watch nas Américas.
O Ministério de Informação da Venezuela não respondeu a
pedido por comentário.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP ES


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