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Por Jonathan Landay e Warren Strobel
WASHINGTON, 19 Jan (Reuters) – Depoimento do chefe de uma
companhia de pesquisa política ao Congresso dos Estados Unidos
indica que as vendas de propriedades da Trump Organization para
cidadãos russos podem ter envolvido lavagem de dinheiro, disse
na quinta-feira o principal parlamentar democrata do Comitê de
Inteligência da Câmara dos Deputados dos EUA.
O painel divulgou a transcrição de uma audiência a portas
fechadas em 14 de novembro com o fundador da Fusion GPS, Glenn
Simpson, cuja firma contratou um ex-espião britânico para
investigar os laços do então candidato presidencial Donald Trump
com os russos e produziu um dossiê.
"Essas transcrições revelam acusações sérias de que a Trump
Organization pode ter participado de lavagem de dinheiro com
cidadãos russos", disse o deputado Adam Schiff.
A Trump Organization rejeitou as acusações, afirmando que
são infundadas.
Outro democrata no comitê controlado pelos republicanos, o
deputado Jim Hines buscou ajustar o comentário de Schiff,
dizendo à CNN que Simpson "não forneceu evidências e eu acho que
este é um ponto importante. Ele fez acusações".
O painel da Câmara dos Deputados está realizando uma das
três investigações parlamentares sobre possível conluio entre a
campanha de 2016 de Trump e a Rússia. O procurador especial
Robert Mueller está comandando uma investigação separada pelo
Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Moscou nega conclusões de agências da inteligência dos EUA
de que a Rússia interferiu na eleição de 2016 para ajudar Trump,
e o presidente nega qualquer conluio
Em seu depoimento, Simpson disse que sua empresa examinou de
perto vendas de apartamento em propriedades de Trump em Nova
York, Miami, Cidade do Panamá e Toronto.
"Houve diversos acordos imobiliários em que você não podia
realmente dizer quem estava comprando a propriedade", disse
Simpson. "E algumas vezes propriedades eram compradas e
vendidas, e elas eram compradas por um preço e vendidas com uma
perda pouco depois, e isto realmente não faz sentido para nós".
"Nós vimos padrões de compra e venda que nós pensamos ser
sugestivos de lavagem de dinheiro", continuou.
Alan Garten, chefe do departamento jurídico da Trump
Organization, disse que os acordos que Simpson se referiu
envolvem primariamente propriedades que Trump licenciou seu
nome, ao invés de possuir, desenvolver ou vender.
"Estas acusações são completamente imprudentes e infundadas
por múltiplas razões", disse Garten. "Estas questões não tem a
ver com o escopo da investigação" do comitê de Inteligência da
Câmara, disse Garten em entrevista por telefone.
"Mas não é surpreendente que a minoria (os democratas)
esteja focando nisto, dado que não encontraram absolutamente
nenhuma evidência de conluio", acrescentou.
(Reportagem adicional de John Walcott, em Washington, e Mark
Hosenball, em Londres)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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