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Por Paresh Dave e Heather Somerville
SAN FRANCISCO, 30 Nov (Reuters) – Importantes executivos
do Uber Technologies UBER.UL usaram o aplicativo de mensagens
criptografadas Wickr para conversas secretas, disseram ex e
atuais funcionários em testemunhos judiciais esta semana,
estabelecendo o que deve ser o primeiro grande teste legal de
questões levantadas pelo uso de aplicativos criptografados
dentro das companhias.
As revelações de terça e quarta-feira sobre o extensivo uso
do Wickr dentro do Uber ampliou o escopo da disputa jurídica com
a Waymo, da Alphabet, que acusa a empresa de serviços de
transporte por aplicativo de roubar segredos de seus carros
autônomos.
Aplicativos como Wickr, Signal, Telegram, Confide e Snapchat
oferecem segurança e anonimato com ferramentas que incluem
senhas para abrir mensagens e capacidade de deletar
automaticamente todas as cópias de uma mensagem após alguns
segundos.
Não há nada inerentemente criminoso em instruir funcionários
a usar aplicativos de mensagens que desaparecem, disse Timothy
Heaphy, advogado do escritório Hunton & Williams e ex-procurador
da Virginia.
No entanto, companhias são obrigadas a preservar registros
que podem ser razoavelmente vistos como relevantes em processos
ou que se enquadram em regras de retenção de dados estabelecidas
por reguladores da indústria.
Na situação do Uber, conversas que podem ajudar a chegar ao
cerne dos segredos comerciais estão agora inacessíveis. A
empresa também enfrenta investigação criminal sobre a alegação
de roubo.
"É uma questão intrincada para tribunais e advogados sobre
quando surge a obrigação" de preservar registros, disse Julia
Brickell, conselheira na empresa de descobertas judiciais H5.
Mas "se alguém usa um dispositivo de comunicação para
especificamente esconder informações de processos porque você
sabe que elas resultarão em processos, isso seria errado desde o
começo".

(Reportagem adicional por Jan Wolfe e Dustin Volz)

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