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BRUXELAS, 10 Out (Reuters) – A União Europeia deve fazer uma
oferta melhor sobre a abertura de seus mercados às importações
de carne e etanol para selar um acordo de livre comércio com o
Mercosul, disse uma autoridade uruguaia nesta terça-feira.
Os países que integram o Mercosul – Brasil, Argentina,
Paraguai e Uruguai – e a UE estão ingressando na fase decisiva
das negociações, já que pretendem coincidir nos pontos
principais de um acordo até o final do ano.
A Europa propôs permitir o ingresso de 70 mil toneladas de
carne bovina e 600 mil toneladas de etanol com impostos de
importação reduzidos, algo que os negociadores de Brasil e
Argentina descreveram como "decepcionante".
O Mercosul sugeriu maneiras de impulsionar as negociações
sobre a abertura de mercados, mas a UE as rejeitou, segundo um
funcionário uruguaio que disse que ainda é possível fechar um
acordo até dezembro se a posição do bloco europeu mudar.
"É uma situação muito frustrante, mas a bola agora está
claramente no campo da UE", disse o funcionário. "Não podemos
deixar certas coisas para o final", acrescentou.
A Comissão Europeia, que negocia em nome de todos os países
da UE, tem que equilibrar os interesses de membros partidários
de um acordo comercial e daqueles, como França e Irlanda, aos
quais preocupa um excesso de importações agrícolas do Mercosul.
A próxima rodada de negociações está marcada para 6 a 10 de
novembro, e outra possivelmente no começo de dezembro.
Autoridades da Comissão reconheceram que seus homólogos não
estão "empolgados" com a oferta da UE. "É compreensível que a
outra parte nem sempre esteja entusiasmada. Sempre queremos
mais", disse um deles.
Ambas as partes admitem que o prazo até o final do ano é
mais simbólico que obrigatório, já que as eleições brasileiras
de outubro de 2018 poderiam estancar as negociações.
(Por Philip Blenkinsop)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
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