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Por John Irish
PARIS, 13 Out (Reuters) – A Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) escolheu a
ex-ministra da Cultura francesa Audrey Azoulay como sua nova
diretora nesta sexta-feira, atribuindo-lhe a tarefa de reerguer
a entidade após a saída dos Estados Unidos.
Audrey derrotou o catari Hamad bin Abdulaziz al-Kawari após
uma quinta rodada de votação, e agora a decisão será submetida à
aprovação dos 195 membros da Unesco no dia 10 de novembro.
Ocorrido na quinta-feira, o anúncio súbito de que os EUA
estão se desligando devido ao que veem como uma inclinação
anti-Israel significa que quem quer que assuma o cargo herda uma
entidade problemática, com grandes dúvidas a respeito de seu
financiamento e sua missão no futuro.
"Neste momento de crise, precisamos mais do que nunca
apoiar, fortalecer e reformar a Unesco, e não deixá-la", disse
Azoulay aos repórteres, afirmando que irá modernizá-la.
"Se for confirmada… a primeira coisa que farei é restaurar
sua credibilidade, restaurar a fé de seus membros e sua
eficiência para que ela possa agir."
Audrey, que substituirá Irina Bokova, búlgara que comandava
o órgão desde 2009, terá que tentar reafirmar a relevância de
uma agência nascida das cinzas da Segunda Guerra Mundial, mas
cada vez mais prejudicada por rivalidades regionais e falta de
dinheiro.
"Parabéns, a França continuará a luta pela ciência, a
educação e a cultura no mundo", tuitou o presidente francês,
Emmanuel Macron.
A ex-ministra de 45 anos, que atuou no governo do
ex-presidente François Hollande, tem experiência política e
conhece bem os setores cultural e de comunicações, tendo
dedicado grande parte de sua carreira a eles.
Ela também é uma apoiadora fervorosa de Macron, que fez
campanha por ela ativamente no exterior nos últimos meses, e fez
da educação uma de suas maiores prioridades. Ela também vem
advogando a favor do multilateralismo em um momento no qual os
EUA o repudiam.
A maioria das atividades da Unesco, que tem sede em Paris,
não é controversa, mas, quando se trata de resoluções sobre como
os santuários religiosos devem ser administrados em Jerusalém,
cada palavra é estudada para se detectar preferências.
Washington deveria proporcionar um quinto do financiamento
da agência, mas já vinha contendo as remessas desde 2011, quando
a Unesco admitiu a Palestina como membro pleno. Na quinta-feira
os EUA anunciaram sua saída acusando a entidade de ter uma
tendência anti-Israel, e o Estado judeu seguiu seus passos.
(Reportagem adicional de Miranda Alexander-Webber)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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