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Por Gabriela Baczynska e Alastair Macdonald
BRUXELAS, 29 Jan (Reuters) – A União Europeia ofereceu nesta
segunda-feira deixar o Reino Unido manter seus benefícios de
participação por 21 meses após o Brexit para ajudar empresas a
se adaptarem, mas rejeitou a ideia de que Londres pode bloquear
novas leis da UE durante a transição.
Ministros dos 27 outros Estados demoraram somente dois
minutos em Bruxelas para endossar novas instruções ao negociador
Michel Barnier, que irá iniciar conversas em breve com o
objetivo de selar um pacote de transição dentro de alguns meses.
A rápida assinatura foi uma nova demonstração da união que
mostraram ao forçar a primeira-ministra britânica, Theresa May,
a aceitar esboços dos termos de divórcio há um mês e um sinal do
quão longe acreditam que terão mais poder na situação.
O porta-voz de May elogiou o acordo da UE, dizendo estar em
linha com as metas do Reino Unido, embora diversas diferenças
tenham permanecido.
Uma diferença exposta nos dias recentes, conforme May tenta
manter alas rivais do seu partido juntas, foi uma sugestão do
secretário do Brexit, David Davis, de que o Reino Unido deveria
ter uma maneira de "resolver preocupações" sobre novas leis
aprovadas pela UE assim que não possuir mais voto.
Pressionado sobre como isto poderia funcionar, Barnier disse
que a oferta é principalmente a favor dos interesses britânicos
e que não está aberta para negociações significativas:
"O Reino Unido deve reconhecer estas regras do jogo e
aceitá-las desde o princípio", disse a repórteres.
"Caso contrário… haveria um mercado único estilo 'à la
carte'. Isto não é possível."
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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