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Por Jim Finkle e Heather Somerville
22 Nov (Reuters) – O Uber Technologies UBER.UL pagou 100
mil dólares para hackers manterem em segredo uma grande invasão
ocorrida no ano passado que expôs informações pessoais de cerca
de 57 milhões de contas, informou a empresa na terça-feira.
A revelação do acobertamento do incidente na empresa
norte-americana resultou na demissão de dois funcionários
responsáveis por sua reação à invasão, disse Dara Khosrowshahi,
que substituiu o cofundador Travis Kalanick como
presidente-executivo em agosto.
"Nada disto deveria ter acontecido e não inventarei
desculpas", disse Khosrowshahi em uma postagem em um blog. (http://ubr.to/2AmxlQt)
A invasão aconteceu em outubro de 2016, mas Khosrowshahi
disse só ter tomado conhecimento dela recentemente.
Trata-se de mais uma polêmica envolvendo a Uber na sequência
de alegações de assédio sexual, um processo por suposto roubo de
segredos comerciais e vários inquéritos criminais federais que
culminaram na saída de Kalanick em junho.
As informações roubadas incluíam nomes, endereços de email e
números de celular de usuários do Uber de todo o mundo, além dos
nomes e números de carteiras de motorista de cerca de 600 mil
motoristas norte-americanos, segundo Khosrowshahi.
Os passageiros do Uber não precisam se preocupar porque não
houve indícios de fraude, e os motoristas cujos números de
placas foram roubados receberão proteção gratuita contra roubo
de identidade e monitoramento de crédito, disse a Uber.
Dois hackers tiveram acesso a informações particulares
armazenadas no GitHub, um serviço que permite que engenheiros
colaborem em códigos de software. Ali os dois roubaram
credenciais do Uber para um provedor de serviços de nuvem
separado, onde conseguiram baixar dados de motoristas e
passageiros, informou a empresa.
Uma porta-voz do GitHub disse que a invasão não resultou de
uma falha na segurança de sua companhia.
"Embora eu não possa apagar o passado, posso me comprometer,
em nome de todos os funcionários da Uber, a aprender com nossos
erros", afirmou Khosrowshahi.
Ele disse que a empresa começou a notificar agências
reguladoras, e uma porta-voz disse que a Procuradoria-Geral de
Nova York iniciou uma investigação.
Agências reguladoras da Austrália e das Filipinas disseram
que analisarão o assunto. O Uber está tentando melhorar sua
imagem na Ásia, onde teve problemas com as autoridades e está
negociando com um consórcio envolvendo o banco japonês Softbank
9984.T para novos investimentos. O SoftBank recusou-se a
comentar.
(Reportagem adicional de Joseph Menn e Stephen Nellis,
Manolo Serapio, Byron Kaye, Sam Nussey)
(Edição Redação São Paulo 56447764))
REUTERS NS


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