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Por James Oliphant
CAMP DAVID, Estados Uniodos, 6 Jan (Reuters) – O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes republicanos do
Congresso afirmaram após conversas neste sábado que farão um
esforço em ano eleitoral por uma revisão sobre a imigração e
gastos de infraestrutura, mas que a reforma do sistema de
bem-estar social pode ter que esperar.
Trump se reuniu por dois dias com o líder da maioria no
Senado, Mitch McConnell, o presidente da Câmara dos Deputados,
Paul Ryan, e outros republicanos do alto escalão para delinear
uma agenda legislativa durante um ano no qual irão lutar para
manter o Congresso norte-americano sob controle republicano nas
eleições em novembro.
Ao responder perguntas de jornalistas após as conversações,
Trump afirmou que planeja um ano ativo na campanha eleitoral a
favor de candidatos republicanos.
"Eles querem que eu esteja envolvido, e eu estou bastante
envolvido", disse Trump sobre os líderes republicanos. "Temos
que ter mais republicanos."
O partido que controla a Casa Branca tipicamente perde
assentos na primeira eleição para o Congresso após a eleição
presidencial, e a relativamente baixa taxa de aprovação de Trump
pode aumentar as chances de perdas republicanas.
Trump e os líderes do partido têm um prazo final até 19 de
janeiro para aprovar a legislação e evitar uma paralisação do
governo. A Casa Branca afirmou que suas próximas prioridades são
um plano para investir em estradas, pontes e outras áreas de
infraestrutura.
Os republicanos também querem alcançar um acordo sobre a
política de imigração, incluindo uma proteção para centenas de
milhares de jovens adultos trazidos para os Estados Unidos de
maneira ilegal quando crianças.
A reforma do sistema de bem-estar social, uma prioridade
para Ryan e outros republicanos da Câmara, parece estar perdendo
fôlego entre as metas de Trump para o ano.
Ele afirmou "estamos olhando para isso" mas que o objetivo
era obter um acordo bipartidário sobre a reforma do sistema.
Caso isso não seja possível, o esforço pode ser deixado para
mais tarde, disse.
Trump chamou seu principal conselheiro econômico, Gary Cohn,
ao microfone para dizer que planeja permanecer na administração.
O status de Cohn vem sendo questionado desde que uma reforma
tributária foi aprovada e sua partida poderia afetar os mercados
acionários que subiram nos últimos meses.
(Reportagem de James Oliphant e Steve Holland)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))
REUTERS AC


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