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WASHINGTON, 10 Out (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que a Liga
Nacional de Futebol Americano (NFL, na sigla em inglês) não
deveria ter isenções de impostos, retomando suas críticas à
entidade devido aos protestos silenciosos de jogadores durante a
execução do hino nacional.
"Por que a NFL está recendo enormes isenções fiscais e ao
mesmo tempo desrespeitando nosso Hino, Bandeira e país? Mudem a
lei tributária!", escreveu Trump em uma postagem no Twitter.
Não ficou claro o que exatamente Trump estava exigindo, e
representantes da Casa Branca não responderam de imediato a um
pedido de comentário.
A NFL abriu mão da isenção fiscal federal em 2015, de acordo
com reportagens, mas Estados e localidades dos EUA ainda
oferecem isenções de impostos multibilionárias à liga para
atrair times e financiar estádios.
Trump está há semanas em rota de colisão com jogadores da
NFL que se ajoelham durante o hino antes dos jogos, dizendo que
o gesto desrespeita o país. No mês passado ele fez um clamor com
palavras contundentes para que os jogadores que realizam o gesto
sejam demitidos e provocou uma reação inicial forte, inclusive
de alguns técnicos e proprietários de equipes.
A demonstração silenciosa dos jogadores, que começou no ano
passado em protesto contra a violência policial contra minorias
raciais, foi adotada mais amplamente em reação aos comentários
mais recentes de Trump, e mais jogadores passaram a se ajoelhar,
enquanto outros têm preferido unir os braços.
Em setembro vários parlamentares republicanos insinuaram que
as benesses fiscais deveriam acabar devido aos protestos,
noticiou o jornal Washington Post.
No domingo, o vice-presidente norte-americano, Mike Pence,
saiu de um jogo da NFL depois que alguns jogadores se
ajoelharam. Separadamente, o dono do Dallas Cowboys, Jerry
Jones, disse que deixará os jogadores que desrespeitarem a
bandeira do país no banco.
Na segunda-feira, o canal a cabo ESPN foi arrastado para o
debate ao suspender uma de suas comentaristas por ela ter
publicado um tuíte sobre os protestos e o comentário de Jones. A
ESPN, que pertence ao grupo Walt Disney, disse ter sido a
segunda violação de diretrizes para redes sociais cometida por
Jemele Hill.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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