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Por Lesley Wroughton
WASHINGTON, 31 Jan (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, prometeu na terça-feira proteger as
propriedades intelectuais norte-americanas, mas quase sem
mencionar a China, que seu governo acusa de abusos comerciais,
em seu primeiro discurso do Estado da União ao Congresso.
Esperava-se que Trump fizesse alertas severos a outros
países quanto a práticas comerciais injustas, inclusive o roubo
de propriedade intelectual e o subsídio estatal.
Em vez disso, seus comentários sobre comércio durante o
discurso se limitaram a várias frases que omitiram a China, e
nas quais ele reforçou a necessidade de um comércio "justo e
recíproco".
"Trabalharemos para consertar acordos comerciais ruins e
negociar acordos novos", disse Trump, acrescentando:
"Protegeremos os trabalhadores americanos e a propriedade
intelectual americana por meio da aplicação forte de nossas
regras comerciais".
Trump já ameaçou retirar os EUA do Tratado Norte-Americano
de Livre Comércio (Nafta) com o Canadá e o México e do Acordo de
Livre Comércio EUA-Coreia do Sul a menos que eles fortaleçam a
manufatura e os empregos dos EUA.
Na semana passada, ele impôs tarifas a máquinas de lavar e
painéis solares importados, suas primeiras grandes ações
comerciais desde que retirou os EUA da Parceria Transpacífica
(TPP) poucas semanas depois de tomar posse no ano passado.
Trump está cogitando amplas tarifas ou cotas sobre o aço e o
alumínio, uma vez que o Departamento de Comércio está
investigando se as importações dos dois produtos representam uma
ameaça à segurança nacional.
Em seu pronunciamento, Trump se referiu brevemente à China
como um dos "rivais" que desafiam os interesses, os valores e a
economia dos EUA, levando o Ministério das Relações Exteriores
chinês a dizer que Washington deveria "abandonar sua mentalidade
da Guerra Fria e suas ideias ultrapassadas de jogo de soma
zero".
"A China e os Estados Unidos têm interesses conjuntos amplos
e importantes", disse a porta-voz da chancelaria chinesa Hua
Chunying em um boletim à imprensa nesta quarta-feira a respeito
dos comentários de Trump, acrescentando que estes interesses são
maiores do que as diferenças dos dois países.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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