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Por Karen Freifeld
WASHINGTON, 13 Abr (Reuters) – Tornou-se menos provável que
o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceite ser
interrogado pelo procurador especial Robert Mueller depois das
operações desta semana do FBI contra seu advogado pessoal,
disseram duas pessoas a par da questão na quinta-feira.
Trump ficou furioso com as batidas de segunda-feira da
Polícia Federal dos EUA no escritório e na casa de Michael Cohen
em Nova York, realizadas por indicação de Mueller.
Mas a tendência do presidente para mudar de ideia aumenta a
incerteza sobre a eventual ocorrência de um interrogatório.
Em um tuíte publicado na manhã de quinta-feira, Trump disse
apoiar uma abordagem "cooperativa" para o inquérito de Mueller
sobre um possível conluio entre Moscou e sua campanha
presidencial.
"Concordei com a abordagem historicamente cooperativa e
disciplinada na qual nos engajamos com Robert Mueller", disse
Trump no Twitter.
Como sinal adicional de que as tensões podem arrefecer, uma
terceira fonte familiarizada com o tema disse que o
relacionamento com Mueller continua firme e construtivo e que as
conversas devem ser retomadas em breve.
A Rússia nega as descobertas de agências de inteligência dos
EUA, segundo as quais os russos interferiram na campanha de 2016
para tentar influenciar a votação a favor de Trump. Este último
negou qualquer conluio e vem atacando repetidamente a
investigação de Mueller, que diz ser uma "caça às bruxas" com
motivação política.
O rompante de Trump após as buscas do FBI levou críticos e
parlamentares, inclusive do Partido Republicano do presidente, a
temerem que ele possa tentar provocar a saída do procurador
especial.
Trump refutou uma reportagem de terça-feira do jornal New
York Times segundo a qual tentou demitir Mueller em dezembro.
"Se eu quisesse demitir Robert Mueller em dezembro, como
noticiado pelo falho New York Times, eu o teria demitido",
tuitou ele no início desta quinta-feira.
Ty Cobb e Donald McGahn, advogados da Casa Branca, disseram
a Trump que a demissão o exporia a acusações de obstrução da
justiça, disseram duas autoridades à Reuters na terça-feira.
Eles explicaram que Trump precisa ter uma "boa causa" para
ordenar que o vice-secretário de Justiça, Rod Rosenstein, que
supervisiona a investigação sobre a Rússia, demita Mueller.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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