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Por John Walcott e Warren Strobel
WASHINGTON, 13 Mar (Reuters) – Gina Haspel, agente veterana
da CIA escolhida nesta terça-feira pelo presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, para comandar a agência de espionagem do
país, é uma figura polêmica, apoiada por muitos da comunidade de
inteligência dos EUA mas vista com desconfiança por alguns
congressistas por seu envolvimento com centros de detenção
clandestinos da CIA.
Gina foi selecionada como nova diretora da agência depois
que o presidente republicano demitiu o secretário de Estado, Rex
Tillerson, e colocou o atual diretor da CIA, Mike Pompeo, em seu
lugar.
Se confirmada pelo Senado, Gina se tornará a primeira mulher
a comandar a CIA, tendo se tornado sua vice-diretora em
fevereiro de 2017. Trump disse aos repórteres que trabalhou
muito de perto com Gina e que a vê como "uma pessoa
extraordinária".
Autoridades norte-americanas disseram que, embora de maneira
geral Gina seja tida em alta conta na agência, sua indicação
criou a perspectiva desagradável de uma fiscalização maior do
Congresso e da imprensa a agentes que se sentem mais à vontade
nas sombras do que sob os holofotes.
"Isso reabrirá feridas de uma década atrás e mais, e também
convida a uma supervisão maior tanto de nossas análises quanto
de nossas atividades, especialmente se Gina for confirmada",
disse uma autoridade dos EUA que falou sob condição de
anonimato.
Quando ela foi indicada como vice-diretora no ano passado,
agentes de inteligência que serviram com Gina e autoridades do
Congresso disseram que em 2002, durante o governo do presidente
republicano George W. Bush, ela administrou uma prisão secreta
da CIA na Tailândia apelidada de "Olho de Gato". Dois supostos
membros do grupo militante Al Qaeda foram submetidos a
simulações de afogamento e outras técnicas de interrogatório
brutais no local.
Três anos mais tarde, ainda durante a gestão Bush, ela
ajudou a cumprir uma ordem de destruição de fitas de vídeo das
simulações de afogamento, que são consideradas uma forma de
tortura, de acordo com as fontes.
Tais instalações clandestinas são chamadas de "pontos
negros" porque sua existência não é reconhecida pelo governo
norte-americano.
Nesta terça-feira algumas autoridades de inteligência dos
EUA disseram que relatos sobre seu suposto envolvimento em
interrogatórios que incluíram tortura são falsos – mas não deram
detalhes de imediato nem negaram sua implicação na destruição de
vídeos de técnicas de interrogatório violentas.
A audiência de sua confirmação ainda não foi agendada.
Grupos de direitos humanos se opuseram à sua nomeação.
(Reportagem adicional de Mark Hosenball e Patricia Zengerle)
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS TR


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