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Por John Walcott e Warren Strobel
WASHINGTON, 14 Mar (Reuters) – Gina Haspel, agente veterana
da CIA escolhida na terça-feira pelo presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, para comandar a agência de espionagem do
país, é uma figura polémica, apoiada por muitos da comunidade de
inteligência dos EUA, mas vista com desconfiança por alguns
congressistas pelo seu envolvimento com centros de detenção
clandestinos da CIA.
Gina foi selecionada como nova directora da agência depois
do presidente republicano demitir o secretário de Estado, Rex
Tillerson, e colocar o actual diretor da CIA, Mike Pompeo, no
seu lugar.
Se confirmada pelo Senado, Gina tornar-se-á a primeira
mulher a comandar a CIA, após ter-se tornado a sua
vice-directora em fevereiro de 2017. Trump disse aos repórteres
que trabalhou muito de perto com Gina e que a vê como "uma
pessoa
extraordinária".
Autoridades norte-americanas disseram que, embora de maneira
geral Gina seja tida em alta conta na agência, a sua indicação
criou a perspectiva desagradável de uma fiscalização maior do
Congresso e da imprensa a agentes que se sentem mais à vontade
nas sombras do que sob os holofotes.
"Isso reabrirá feridas de uma década atrás e mais, e também
convida a uma supervisão maior tanto das nossas análises quanto
de nossas actividades, especialmente se Gina for confirmada",
disse uma autoridade dos EUA que falou sob condição de
anonimato.
Quando ela foi indicada como vice-directora no ano passado,
agentes de inteligência que serviram com Gina e autoridades do
Congresso disseram que em 2002, durante o governo do presidente
republicano George W. Bush, ela administrou uma prisão secreta
da CIA na Tailândia apelidada de "Olho de Gato". Dois supostos
membros do grupo militante Al Qaeda foram submetidos a
simulações de afogamento e outras técnicas de interrogatório
brutais no local.
Três anos mais tarde, ainda durante a gestão Bush, ela
ajudou a cumprir uma ordem de destruição de vídeos das
simulações de afogamento, que são consideradas uma forma de
tortura, de acordo com as fontes.
Tais instalações clandestinas são chamadas de "pontos
negros" porque a sua existência não é reconhecida pelo governo
norte-americano.
Na terça-feira algumas autoridades de inteligência dos
EUA disseram que relatos sobre o seu suposto envolvimento em
interrogatórios que incluíram tortura são falsos – mas não deram
detalhes de imediato, nem negaram sua implicação na destruição
de vídeos de técnicas de interrogatório violentas.
A audiência da sua confirmação ainda não foi agendada.
Grupos de direitos humanos opuseram-se à sua nomeação.
(Reportagem adicional de Mark Hosenball e Patricia Zengerle)

(Traduzido para português por Sérgio Gonçalves)
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