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Por Ryan Woo
PEQUIM, 9 Nov (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, driblou o "Grande Firewall" da China e publicou um
tuíte no fim da noite em Pequim no qual agradeceu por uma visita
à Cidade Proibida e por um jantar particular no vasto complexo
palaciano de séculos de existência.
Muitas plataformas de redes sociais ocidentais, como
Twitter e Facebook, são proibidas na China. Um sistema
sofisticado foi construído para negar a usuários conectados no
país o acesso a conteúdos bloqueados.
Isso não foi problema para Trump, conhecido por tuitar para
seus 42,3 milhões de seguidores a qualquer hora do dia, na
quarta-feira, dia em que chegou à capital chinesa.
"Em nome da @FLOTUS (primeira-dama dos Estados Unidos, na
sigla em inglês) Melania e eu, OBRIGADO por uma tarde e noite
inesquecíveis na Cidade Proibida de Pequim, presidente Xi e
senhora Peng Liyuan. Estamos ansiosos para reencontrá-los amanhã
de manhã!".
Trump até mudou sua foto no Twitter, colocando uma imagem de
si mesmo e da esposa com o líder chinês, Xi Jinping, e sua
esposa, Peng Liyuan, durante uma apresentação de ópera na Cidade
Proibida.
O gesto não passou despercebido pela mídia estatal chinesa
— a emissora oficial CCTV exibiu imagens da foto durante esta
quinta-feira.
A visita de Trump também foi o assunto mais comentado na
rede social chinesa Weibo nas últimas 24 horas, só ficando atrás
do aniversário do cantor de uma boy band do país e de uma parada
asiática semanal de canções pop.
Muitas pessoas se perguntavam como o norte-americano
conseguiu escapar dos controles de internet rígidos da China.
"Acho que ele deve ter feito isso via wifi em uma rede de
satélite", disse um usuário do Weibo.
Muitos estrangeiros se conectam a redes virtuais privadas
(VPNs) para acessar conteúdos sediados fora da China. Outra
opção é assinar um serviço de roaming de dados antes de sair do
país de origem.
"O presidente tuitará o que quiser. Esta é sua forma de se
comunicar diretamente com o povo americano. Por que não?", disse
uma autoridade da Casa Branca antes da chegada de Trump a Pequim
na quarta-feira.
Quando indagada se a China considera o uso que Trump faz do
Twitter uma violação da lei chinesa, a porta-voz do Ministério
das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, respondeu que
existem muitos meios de comunicação com o "mundo exterior".
Em seu tuíte, Trump acrescentou um link para uma foto de sua
visita a Pequim no Instagram — também proibido na China.
(Reportagem adicional de Steve Holland e Sue-Lin Wong)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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