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CINGAPURA, 12 Jun (Reuters) – O estudante universitário
norte-americano Otto Warmbier não morreu em vão depois de ser
preso na Coreia do Norte, um vez que sua morte em 2017 ajudou a
iniciar um processo que culminou na histórica cúpula desta
terça-feira com a Coreia do Norte, disse o presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump.
Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, prometeram
trabalhar pela completa desnuclearização da península coreana,
no primeiro encontro entre os líderes dos dois antigos inimigos,
e Washington se comprometeu a fornecer garantias de segurança.
Trump disse que levantou a questão dos direitos humanos no
encontro com Kim, e que acredita que o líder norte-coreano quer
"fazer a coisa certa". Ele disse que as negociações devem ajudar
a melhorar as condições no país isolado.
"Sem Otto, isso não teria acontecido", disse Trump em
entrevista coletiva após a cúpula em Cingapura. "Algo aconteceu
a partir daquele dia. Foi uma coisa terrível, foi brutal, mas
muitas pessoas começaram a se concentrar no que estava
acontecendo, incluindo a Coreia do Norte", acrescentou.
"Eu realmente acho que Otto é alguém que não morreu em vão."
Warmbier, um estudante da Universidade da Virgínia, de
Wyoming, Ohio, morreu aos 22 anos, dias depois de ter retornado
aos Estados Unidos em coma após ser solto pela Coreia do Norte.
Ele havia sido preso na Coreia do Norte em janeiro de 2016,
depois de ter sido condenado a 15 anos de trabalhos forçados por
tentar roubar um item com um slogan de propaganda de seu hotel,
segundo a mídia estatal norte-coreana.
Um médico legista de Ohio disse que a causa da morte foi
falta de oxigênio e sangue para o cérebro. A Coreia do Norte
culpou botulismo e a ingestão de uma pílula para dormir, e
descartou alegações de tortura.
Trump, que no passado condenou a Coreia do Norte como um dos
regimes mais brutais do mundo, disse que discutiu direitos
humanos com Kim.
"Eu acredito que é uma situação difícil lá, não há dúvida
sobre isso, e nós discutimos isso hoje com bastante força…
muito bem, e vamos fazer algo sobre isso", disse.
(Por Robert Birsel)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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