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Por Steve Holland e Matt Spetalnick
WASHINGTON, 1 Dez (Reuters) – O presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, está cogitando reconhecer Jerusalém como
capital de Israel, uma medida que poderia reverter décadas de
política norte-americana e atiçar tensões no Oriente Médio, mas
deve adiar novamente sua promessa de campanha de transferir a
embaixada dos EUA para a cidade, disseram autoridades
norte-americanas na quinta-feira.
Depois de meses de deliberações intensas na Casa Branca,
Trump deve fazer um anúncio na semana que vem na tentativa de
obter um equilíbrio entre as exigências políticas domésticas e
pressões geopolíticas a respeito de uma questão que está no
cerne do conflito israelo-palestino –o status de Jerusalém, que
abriga santuários judeus, muçulmanos e cristãos.
Trump está estudando um plano por meio do qual declararia
Jerusalém como capital de Israel, disseram as autoridades,
desviando-se de antecessores que insistiram se tratar de um tema
que deve ser decidido em negociações de paz.
Os palestinos querem Jerusalém Oriental como capital de seu
futuro Estado, e a comunidade internacional não reconhece a
reivindicação israelense sobre a cidade como um todo.
Tal medida de Trump, que pode ser concretizada com um
comunicado ou discurso presidencial, revoltaria os palestinos,
assim como o mundo árabe em geral, e provavelmente minaria o
esforço incipiente de seu governo para ressuscitar as conversas
de paz israelo-palestinas, congeladas há tempos.
Mas o gesto também poderia ajudar a satisfazer a base
pró-Israel de direita que o ajudou a conquistar a Casa Branca e
o governo de Israel, um aliado próximo dos EUA.
((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759))
REUTERS ES


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