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BUENOS AIRES, 30 Nov (Reuters) – A Argentina condenou na
quarta-feira 29 pessoas à prisão perpétua em um julgamento
envolvendo cerca de 800 casos de sequestro, tortura e
assassinato cometidos durante a ditadura que dominou o país
entre 1976 e 1983.
Muitos dos réus, incluindo os ex-capitães da Marinha Alfredo
Astiz e Jorge "Tigre" Acosta, já cumprem penas de prisão
perpétua por crimes cometidos na Escola de Mecânica da Armada
(Esma) que foi convertida em uma prisão clandestina e centro de
tortura durante a ditadura.
Entretanto, pela primeira vez no chamado mega caso da Esma,
as penas incluíram condenações por "voos da morte", quando
pessoas eram drogadas e seus corpos jogados no Rio da Prata.
"Dar sedativos a nossos entes queridos antes ou depois do
voo antes de jogá-los no rio ou no mar é inacreditável; é
deplorável", disse Lita Boitano, presidente da organização
Familiares de Desaparecidos e Detidos por Razões Políticas.
Lita, que perdeu dois filhos durante a ditadura, estava
entre as centenas de pessoas reunidas do lado de fora do
tribunal em Buenos Aires ouvindo as condenações. A leitura das
sentenças demorou mais de três horas.
Além das penas de prisão perpétua, 19 pessoas foram
condenadas a entre 8 e 25 anos de prisão. Seis foram
inocentadas, incluindo Juan Alemann, que foi ministro de
Finanças durante a ditadura e um dos poucos civis que haviam
sido acusados de planejar abusos de direitos.
Grupos de direitos humanos estimam que o governo militar
argentino matou até 30 mil pessoas durante a ditadura. A maior
parte desses corpos nunca foi encontrada.
(Reportagem de Maximiliano Rizzi e Miguel Lobianco)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 22237141))
REUTERS MCP ES


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