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Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 17 Mai (Reuters) – O Quarta Seção do Tribunal
Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) negou no início da
tarde desta quinta-feira o último recurso do ex-ministro José
Dirceu e determinou a execução imediata da pena de prisão do
ex-líder petista.
Os desembargadores da Seção recusaram os embargos de
declaração em embargos infringentes que contestavam a condenação
de Dirceu pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva
e pertinência à organização criminosa. A pena imposta a ele pelo
TRF-4 foi de 30 anos, 9 meses e 10 dias de prisão.
Com isso, o ex-ministro poderá voltar para a cadeia a
qualquer momento, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, que o
condenou inicialmente em primeira instância. Dirceu chegou a ser
preso no curso da operação Lava Jato, mas, desde maio do ano
passado por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), havia sido
solto e usava apenas tornozeleira eletrônica.
Tido como homem forte do início do governo do então
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dirceu deixou o cargo na
esteira do escândalo do mensalão, o esquema de compra de votos
para garantir apoio político no Congresso. Posteriormente, foi
condenado no processo do mensalão do PT pelo STF e cumpriu parte
da pena – recebendo em 2016 perdão judicial da mesma corte.
O TRF-4 também determinou a execução da pena do
ex-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada e do lobista
Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, condenados no mesmo
processo.
(Edição de Tatiana Ramil)
(([email protected]; 5511 56447765; Reuters
Messaging: [email protected]))


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