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Por Walter Bianchi

(Reuters) – As autoridades investigavam luzes de navegação no Atlântico Sul nesta terça-feira, à medida que aumentava a urgência na busca de um submarino desaparecido da Marinha argentina, em meio a preocupação de que seus 44 tripulantes poderiam ficar sem oxigênio.

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As equipes de busca encontraram uma jangada vazia flutuando no oceano, e notaram luzes brancas à distância. Mas a marca da balsa sugeriu que não pertencia à ARA San Juan, que estava equipada apenas com luzes de navegação vermelhas para emergências e verdes para outras situações, disse uma autoridade da Marinha.

Ainda assim, os barcos que procuram o submarino estavam se dirigindo para as luzes de navegação para investigar ainda mais, disse o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi. O submarino estava em rota de Ushuaia, a cidade mais ao sul do mundo, até sua base em Mar del Plata e a cerca de 480 km da costa quando concedeu sua última localização na quarta-feira, logo após denunciar um mau funcionamento elétrico.

Se o navio construído pela Alemanha tivesse afundado ou, de outra forma, não conseguisse subir à superfície desde que enviou seu último sinal, seu suprimento de oxigênio se encerraria em sete dias.

"Assumindo o pior, que estava subaquático e não podia fazer snorkel – o que significa renovar o ar e o oxigênio – e não poderia subir sozinho para a superfície, estaríamos no sexto dia de oxigênio", disse Balbi a jornalistas nesta terça-feira.

Mais de uma dúzia de barcos e aviões de Argentina, Estados Unidos, Reino Unido, Chile e Brasil juntaram-se à busca pelo submarino. As autoridades estavam principalmente fazendo buscas aéreas, uma vez que tempestades interromperam a caçada marítima.

O clima estava começando a melhorar na tarde desta terça-feira, enquanto as velocidades do vento diminuíam e as ondas que subiram até 8 metros durante o fim de semana também ficavam menores.

As equipes sofreram decepções nos últimos dias, uma vez que a análise de sinais de satélite e sons detectados por sondas subaquáticas – inicialmente pensados como mensagens da tripulação – não eram do navio.

“Hoje é um dia chave”, disse María Victoria Morales, mãe do tripulante Luis García, um eletricista, no balneário argentino de Mar del Plata, onde está a base naval rumo à qual o submarino se dirigia depois de partir de Ushuaia.

“Sabemos que são profissionais de primeira, estamos esperançosos”, acrescentou ela na base, onde espera junto com as demais famílias.

A Marinha dos Estados Unidos estava se preparando na terça-feira para implantar equipamentos de resgate, incluindo um veículo de controle remoto.

(Reportagem adicional de Maximilian Heath, Juliana Castilla e Nicolás Misculin em Buenos Aires)
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