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BRASÍLIA, 4 Mai (Reuters) – O presidente Michel Temer
afirmou nesta sexta-feira que uma eventual terceira denúncia
contra ele seria ainda mais "pífia" que as anteriores,
rejeitadas pelo Congresso, e não teria chance de prosperar.
Em uma longa entrevista à Empresa Brasileira de Comunicação,
rede de rádios e tevê estatal, Temer disse que as conversas
sobre uma terceira denúncia a ser apresentada pela
Procuradoria-Geral da República com base no chamado inquérito
dos portos são apenas uma campanha para tentar enfraquecer o
governo.
"É uma mera hipótese. É uma campanha oposicionista para
tentar desvalorizar o governo. Ela não tem a menor possibilidade
de prosperar, eu diria que é mais pífia, de menor dimensão até
do que as denúncias anteriores", garantiu.
Temer é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de
corrupção passiva e lavagem de dinheiro na edição de decreto
para prorrogar os contratos de concessão e arrendamento
portuários, que teria beneficiado a empresa Rodrimar, que teria
feito pagamentos ao MDB em troca do decreto, de acordo com as
investigações. O presidente nega que o decreto tenha beneficiado
a Rodrimar e que tenha recebido pagamentos da empresa.
"Não tenho nenhuma preocupação. Há apenas uma campanha
deliberada para dizer 'ah, pode vir uma terceira denúncia'. Isso
é para tentar enfraquecer o governo. Se nós resistimos até hoje,
imagine se não podemos resistir mais quatro, cinco, seis meses",
disse.
O presidente foi perguntado ainda sobre o vazamento de
informações no inquérito em que é investigado. Tramitando no
Supremo Tribunal Federal, o inquérito está sob sigilo.
Temer reclamou, como já fez em outras ocasiões, que sua
defesa pede acesso aos autos, e é negado por causa do sigilo das
investigações, mas que depois vê informações sigilosas
publicadas nos jornais, e criticou a Polícia Federal.
"A PF não pode intervir nos processos por meio de
vazamentos. Vazamentos em processos sigilosos não podem
acontecer, na PF ou em qualquer outro setor", disse.

ELEIÇÕES
Temer voltou a dizer que não tomou ainda uma decisão sobre
ser ou não candidato à reeleição, e que tem até julho para isso.
Perguntado se a má reação a sua tentativa de visitar o local do
desabamento em São Paulo o levaria a reconsiderar a ideia de
reeleição, Temer negou.
"Não seria esse fato que me faria desistir de reeleição. Eu
posso não ir para reeleição na medida em que eu comece a
perceber o seguinte: você tem muito candidatos… no chamado
centro tem seis, sete, oito candidaturas, o que não é útil",
disse.
Temer tem repetido que só irá decidir se será ou não
candidato à reeleição em julho, no limite para as convenções
partidárias. Enquanto isso, o MDB também trabalha com o
ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, como possível
candidato do partido.

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(Reportagem de Lisandra Paraguassu
Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; +55.61.34267000;
Reuters Messaging:
lisandra.paraguassu.thomsonreuter[email protected]))


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