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31 Jan (Reuters) – O presidente Michel Temer afirmou nesta
quarta-feira, em entrevista à rádio Metrópole, de Salvador, que
acredita na aprovação da reforma da Previdência até março,
reiterando que o sucesso em aprovar a medida terá como
consequência a recuperação da nota de crédito do Brasil.
"Eu acho que nós vamos conseguir votar agora em fevereiro
(na Câmara) e, portanto, até o mês de março nós teremos, penso
eu, liquidado a questão da Previdência", disse, reforçando a
posição do governo de que terá condições de aprovar o texto.
Segundo o presidente, a reforma será "bastante suave" e tem
como objetivo evitar cortes e reduções nos pagamentos de pensões
e aposentadorias no futuro, como ocorreu em alguns Estados
brasileiros e em países como Grécia e Portugal.
Temer reiterou ainda que a aprovação da reforma
previdenciária será uma sinalização para os investidores da
credibilidade do Brasil, o que acarretaria em uma recuperação da
nota de crédito do país.
No início do mês, a agência de rating Standard & Poor's
rebaixou a nota de crédito do Brasil de BB para BB-, o que levou
o país para três graus abaixo do selo de bom pagador. No
relatório em que explicou o rebaixamento, a agência afirmou que
o atraso no avanço das reformas e as incertezas políticas
enfraqueceram a posição brasileira.
"A nota de crédito, ela leva em conta o que vai acontecer no
país. Então, eles disseram assim 'talvez a reforma da
Previdência não seja aprovada, e por isso nós temos que
modificar a nota do país'. Então, digo eu, se nós aprovarmos a
reforma da Previdência, que é uma questão de confiança, nós
recuperamos a nota também de crédito", afirmou Temer na
entrevista.
Questionado sobre quem apoiará nas eleições presidenciais de
outubro, o presidente voltou a dizer que só tomará uma decisão a
partir de maio. Pesquisa Datafolha publicada nesta quarta-feira
revelou que dois possíveis nomes do governo para a disputa, o
ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da
Câmara, Rodrigo Maia, têm no máximo 2 por cento de intenções de
voto.
Temer também reiterou que gostaria de ver o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva derrotado nas urnas, em vez de
impedido de disputar as eleições devido à Lei da Ficha Limpa por
ter sido condenado em segunda instância.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro; Edição de Raquel
Stenzel)
(([email protected]; 55 21 2223-7128; Reuters
Messaging:[email protected]))

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