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BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Michel Temer defendeu, em entrevista ao jornal Correio Braziliense publicada nesta sexta-feira, que os candidatos do chamado centro firmem um pacto em torno de um único nome para concorrer ao Palácio do Planalto em outubro.

“Eu penso que todos os candidatos tinham de abrir mão para firmar um pacto em torno de um só candidato”, afirmou Temer, acrescentando que este nome pode até mesmo não estar entre os anunciados até agora.

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O presidente –que ainda afirmou ainda estar "meditando" sobre sua própria candidatura– destacou ver força com base nas pesquisas de intenção de voto atuais nos nomes do deputado Jair Bolsonaro (PSL) e dos ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE). “Isso significa que precisamos ter um único candidato de centro", reforçou.

Temer avaliou que o "afunilamento" das candidaturas vai ocorrer no fim de junho ou começo de julho. Para ele, que disse ser contra "rótulos" de esquerda e direita, o eleitor vai escolher seu candidato em face dos projetos. "Agora, se no chamado centro tivermos oito, nove candidatos, ninguém vai chegar lá", disse.

Um ano após a divulgação do áudio gravado pelo empresário Joesley Batista, que desembocou na maior crise do seu governo, o presidente classificou o episódio de "embaraço do dia 17 de maio". Afirmou que, se houve erro, não foi dele.

“O erro foi ele gravar. Recebi inúmeras pessoas no Jaburu e não colocava na agenda. Foi um descuido meu, mas não que tenha sido um gesto criminoso, absolutamente não”, disse Temer.

(Por Ricardo Brito)
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