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Por Lisandra Paraguassu
LIMA, 13 Abr (Reuters) – O presidente Michel Temer
aproveitou uma pergunta sobre a decisão da Justiça de negar a
prisão de seus amigos José Yunes e João Baptista Lima Filho para
criticar o que chama de invasão de competência do Judiciário em
questões do executivo.
"Eu não dou palpite sobre ação da Justiça, porque a coisa
que eu mais prezo é a não invasão de competência. No Brasil se
adotou muito essa forma, cada poder quer invadir a competência
do outro, e eu prezo a separação de poderes, então quando um
poder toma uma posição eu não interfiro, como não quero que
interfiram como às vezes acontece na área do Poder Executivo.
Não tenho nada a dizer sobre isso", disse, ao ser perguntado
sobre a decisão da Justiça de não prender Yunes e Lima.
No início desta semana, a Justiça Federal negou ao
Ministério Público o pedido de prisão preventiva dos dois e de
outras seis pessoas. O MP avaliava que ambos, acusados de serem
arrecadadores de propina de Temer, poderiam continuar cometendo
crimes. A justiça, no entanto, considerou que não existem novas
provas que justificassem a prisão.
Em uma cúpula cujo tema central é o combate de corrupção,
Temer ainda foi questionado se isso lhe causava algum
constrangimento. O presidente negou.
"Ao contrário, é um tema que enaltece o governo brasileiro,
porque no governo brasileiro as instituições funcionam com toda
regularidade, veja que não há impedimento em relação a qualquer
apuração desse assunto, é uma coincidência absoluta em relação
ao tema e aquilo que se apura", disse.

CHAPA PRESIDENCIAL
Temer, que ensaia se buscar nas urnas um novo mandato como
presidente, desta vez desconversou sobre a possibilidade de
encabeçar a chapa do MDB e disse que tem até julho para decidir.
"Isso nós vamos deixar correr, nós temos até julho, vamos
dar tempo ao tempo", disse.
O ex-minitro da Fazenda Henrique Meirelles, que se filiou na
semana passada ao MDB, também tenta se viabilizar como candidato
do partido à Presidência.

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(Edição de Alexandre Caverni)
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