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Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA, 14 Nov (Reuters) – O presidente Michel Temer
começou esta semana uma série de reuniões com os presidentes dos
partidos e ministros que devem ser candidatos nas eleições de
2018 para adiantar a reforma ministerial mais abrangente
inicialmente prevista para março, disse à Reuters uma fonte
palaciana.
Entre os possíveis candidatos está o ministro da Fazenda,
Henrique Meirelles, que ainda analisa se poderá apresentar sua
candidatura à Presidência pelo PSD, seu partido. Meirelles já
afirmou mais de uma vez que, neste momento, não é candidato, e
que tem até março para decidir.
No entanto, o ministro da fazenda será um dos chamados para
conversar com o presidente. De acordo com a fonte, Meirelles só
sairá agora se confirmar que é candidato. "Se ele disser que não
agora mas mudar de ideia em março, isso não temos como
controlar", disse a fonte.
Temer tem enfatizado, no entanto, que mesmo com uma suposta
saída do chefe da equipe econômica, a política do governo não
muda.

ABRIL
O prazo de desincompatibilização de ministros que pretendem
concorrer a cargo público em 2018 é o início de abril do ano que
vem, e Temer planejava deixar a reforma para março. No entanto,
a combinação da pressão do centrão –especialmente PP e PRB–,
que quer os cargos pertencentes ao PSDB, e o pedido de demissão
do ministro das Cidades, o tucano Bruno Araújo, precipitou a
situação.
Para não fazer duas reformas, disse a fonte, o presidente
teria decidido fazer todas as trocas necessárias nas próximas
semanas.
Araújo pediu exoneração na segunda, logo depois de lançar,
com Temer, o cartão reforma, principal programa da sua pasta,
Alegou que não tinha mais apoio do partido para permanecer no
governo.
Na primeira semana de dezembro, O PSDB se reúne para
decidir, muito provavelmente, pelo desembarque do governo.
Incomodado com os movimentos tucanos, Temer já havia decidido
não ficar a reboque do PSDB, mas foi pego de surpresa pela
decisão do ministro das Cidades.
O ministério é um dos mais cobiçados pelo centrão, por ter
verbas e possibilidade de obras no próximo ano. O bloco cobra
ainda a substituição do tucano Antonio Imbassahy, ministro da
Secretaria de Governo e responsável pela articulação com o
Congresso.
A tucana Luislinda Valois, dos Direitos Humanos, também
deve perder o cargo. Poderia restar no governo apenas o ministro
das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, como cota
pessoal de Temer, se o chanceler decidir não concorrer a senador
novamente.

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(Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; +55.61.34267000;
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