Clicky

MetaTrader 728×90

Por Kieran Guilbert
LONDRES, 15 Fev (Thomson Reuters Foundation) – Dar aos
funcionários ferramentas para denunciar abusos no local de
trabalho, incluindo trabalho forçado, deve melhorar as
estatísticas das marcas que se esforçam em garantir que seus
produtos sejam livres de escravidão, disse uma startup de
tecnologia.
A tecnologia pode incentivar os trabalhadores a compartilhar
problemas anonimamente por meio de mensagens de texto, ligações,
aplicativos de mensagens e mídias sociais.
Isso proporcionará às empresas uma melhor compreensão do
risco do trabalho escravo em suas cadeias de fornecimento
globais, disse Antoine Heuty, presidente-executivo da Ulula,
plataforma de software e de análise.
"Nossa plataforma pode ajudar a criar confiança e permitir
que os trabalhadores se conectem com as empresas em tempo real,
em qualquer lugar, a qualquer momento e em qualquer idioma",
disse Heuty à Thomson Reuters Foundation, braço filantrópico da
Thomson Reuters.
Com a escravidão moderna cada vez mais ganhando destaque
global, as empresas estão sob crescente pressão de governos e
consumidores para divulgar quais ações estão tomando para
garantir que suas operações e produtos não sejam contaminados
pelo trabalho forçado.
"Ao combinar as respostas dos trabalhadores com outros
dados, podemos ajudar as empresas na luta contra a escravidão,
através da compreensão de seus funcionários", disse Heuty, cujo
empreendimento social é um em um número crescente empresas busca
enfrentar os problemas sociais.
Enquanto as principais empresas desde a gigante esportiva
Adidas até a cadeia de moda popular Primark criaram canais de
denúncia para trabalhadores nos últimos anos, a Ulula pretende
ir mais longe, disse Heuty.
A plataforma combinará o feedback de trabalhadores com
outros dados, como imagens de satélite de plantações de óleo de
palma e regulamentação de construção para fábricas de vestuário,
para dar às empresas informações em tempo real sobre os riscos
em suas cadeias de suprimentos, disse ele.
A Ulula também espera que seu software possa ser utilizado
no futuro para criar referências da indústria, permitindo que
empresas e fornecedores comparem condições de trabalho e
regulamentações com seus pares.
Embora a tecnologia possa desempenhar um papel importante na
proteção de trabalhadores vulneráveis e na prevenção de
abusos, não deve ser vista como uma "solução milagrosa", disse a
Iniciativa de Comércio Ético (ETI, na sigla em inglês), grupo de
sindicatos, empresas e instituições de caridade que promovem os
direitos dos trabalhadores.
"Algumas plataformas de software podem melhorar o
rastreamento e a transparência e ser um mecanismo útil para
identificar o risco", disse Cindy Berman, chefe de estratégia da
escravidão moderna da ETI. "Mas a resolução de queixas no local
de trabalho ou violações de direitos humanos não pode depender
da tecnologia".
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o grupo de
direitos Walk Free Foundation estimam que cerca 25 milhões de
pessoas em todo o mundo estavam presas em trabalhos forçados em
2016.
((Tradução Redação São Paulo; +55 11 56447745))
REUTERS TH RBS


Assuntos desta notícia