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Por Josh Smith
CABUL, 11 Out (Reuters) – Aviões de guerra norte-americanos
no Afeganistão estão lançando bombas em números que não eram
vistos desde o auge do envio de tropas em 2010, em um reflexo da
nova estratégia anunciada pelo presidente Donald Trump em agosto
para reduzir os limites a ataques e ampliar a abrangência dos
alvos militantes.
Em setembro, por exemplo, a Força Aérea dos Estados Unidos
lançou 751 bombas, um aumento de quase 50 por cento em relação
às 503 de agosto, e alcançou o total mensal mais elevado em sete
anos, mostraram dados dos militares.
"O aumento pode ser atribuído à estratégia do presidente
para visar mais proativamente grupos extremistas que ameaçam a
estabilidade e a segurança do povo afegão", disse a Força Aérea
em um relatório mensal.
Seis caças F-16 adicionais foram enviados ao campo aéreo de
Bagram, ao norte da capital Cabul, e mais bombardeiros B-52
foram designados para alvejar o Afeganistão partindo de bases no
Golfo Pérsico, acrescentou o relatório.
As cifras da Força Aérea excluem ataques do Exército dos
EUA, que mantém helicópteros armados e outras aeronaves no
Afeganistão.
A estratégia de Trump para o sul asiático incluiu promessas
de ampliar a autoridade para que forças norte-americanas ataquem
militantes em solo afegão.
"Estes assassinos precisam saber que não têm onde se
esconder; que nenhum lugar está fora do alcance do poder
americano e das armas americanas", disse Trump no discurso de
agosto em que revelou sua estratégia. "A retribuição será rápida
e poderosa".
Os planos do ex-presidente Barack Obama para reduzir
gradualmente a missão dos EUA no Afeganistão muitas vezes
fizeram com que as tropas se limitassem a atacar o Taliban só em
certas circunstâncias, como em legítima defesa.
Neste mês, o secretário de Defesa, James Mattis, confirmou
ao Congresso que estas restrições seriam anuladas no plano de
Trump.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF