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Por Astrid Zweynert
LONDRES, 13 Jun (Thomson Reuters Foundation) – Um homem
britânico entrou nesta quarta-feira com um recurso legal contra
a polícia no País de Gales por usar tecnologia automatizada de
reconhecimento facial que, segundo ele, violou sua privacidade.
Ed Bridges acredita que foi escaneado pela polícia de South
Wales em um pacífico protesto contra armas e durante as compras
de Natal na capital galesa de Cardiff.
Câmeras de vigilância equipadas com software de
reconhecimento facial automatizado escaneiam os rostos das
pessoas, criando mapas biométricos exclusivos de seus rostos. Os
mapas são então comparados e combinados com outras imagens
faciais em bases de dados policiais sob medida.
Bridges escreveu para a polícia de South Wales, exigindo que
parem imediatamente de usar a tecnologia sob alegação de que a
mesma viola a privacidade e as leis de proteção de dados.
"Deveríamos poder andar em nossas cidades sem a sensação de
que o Estado está observando cada movimento nosso", disse
Bridges à Thomson Reuters Foundation. "Não parece certo em uma
sociedade democrática."
Ele deu à polícia prazo de 14 dias para desativar a
tecnoogia ou correr o risco de enfrentar disputa judicial. "É
altamente improvável que eles parem de usar essa tecnologia,
então eles terão que mostrar em tribunal que o uso é
proporcional e razoável", disse Bridges.
A tecnologia de reconhecimento facial tem sido usada em
eventos de carnavais de rua a concertos, aumentando os medos de
uma sociedade "Big Brother". Mas esta seria a primeira vez que
uma força policial britânica enfrenta um desafio legal sobre seu
uso.
(Por Astrid Zweynert)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447509))
REUTERS SI GM


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