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AMÃ, 17 Abr (Reuters) – Um alarme falso levou a defesa aérea
da Síria a disparar mísseis na madrugada desta terça-feira, mas
não houve nenhum novo ataque ao país, informaram a mídia estatal
e um comandante militar.
A televisão estatal síria noticiou de madrugada que defesas
antiaéreas abateram mísseis lançados contra uma base aérea da
região de Homs, e uma unidade de mídia do grupo libanês
Hezbollah disse que mísseis também visaram uma base aérea
próxima de Damasco.
O incidente sublinha os temores de uma escalada ainda maior
no conflito sírio após um ataque dos Estados Unidos, da França e
do Reino Unido a alvos sírios no sábado e de um bombardeio
contra uma base aérea na semana anterior que Damasco atribuiu a
Israel.
A agência estatal de notícias síria Sana citou uma fonte
militar segundo a qual vários mísseis da defesa aérea foram
disparados, mas nenhum ataque estrangeiro ocorreu.
Separadamente, um comandante da aliança militar regional que
apoia o governo atribuiu o mau funcionamento a um "ataque
eletrônico conjunto" de Israel e EUA que visou o sistema de
radares sírio.
Especialistas russos cuidaram do problema, afirmou o
comandante, que falou à Reuters sob condição de anonimato.
A TV estatal exibiu imagens de um míssil que disse ter sido
abatido no ar acima da base aérea.
Um porta-voz do Pentágono disse não ter havido atividade
militar norte-americana na área na ocasião. Indagado sobre
reportagens a respeito do ataque com míssil, um porta-voz
militar israelense respondeu: "Não comentamos tais reportagens".
Os ataques de EUA, França e Reino Unido no sábado foram uma
retaliação a um suposto ataque com armas químicas dos militares
sírios em Ghouta Oriental. Tanto Damasco quanto sua aliada
Rússia negou o uso deste tipo de arma.
(Por Laila Bassam, em Damasco, e Suleiman al-Khalidi, em
Amã; Reportagem adicional de Nayera Abdullah, no Cairo; Yara
Bayoumy, em Washington; e Maayan Lubell, em Jerusalém)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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