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O setor da construção fechou 2016 com menos 414 mil vagas, uma queda de 14,33% em relação a 2015. Somente em dezembro, o nível de emprego na construção caiu 3,63% (-93.708) na comparação com novembro.

Esta é a 27ª queda consecutiva, deixando o estoque de trabalhadores no setor em 2,489 milhões. Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões. Ou seja, em 27 meses, mais de 1,08 milhão de trabalhadores da construção perderam emprego.

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Desconsiderando efeitos sazonais*, foram fechadas 5.965 vagas em dezembro (-0,23%).

Os dados são da pesquisa realizada pelo SindusCon-SP em parceria com a FGV, com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

“Desde o início de 2016 alertávamos que chegaríamos a mais de 1 milhão de demitidos desde o início da crise, se o governo não adotasse medidas emergenciais para estimular a construção civil”, comenta o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), José Romeu Ferraz Neto. “E com exceção do Programa Minha Casa, Minha Vida, não vemos no curto prazo outras iniciativas que levem a contratações de mão de obra para setor.”

O SindusCon-SP reforça o alerta para a continuidade na queda dos indicadores de atividade por segmentos. “A tendência é de mais cortes de emprego para os próximos meses”, finaliza Romeu Ferraz.

Segmentação

Em 2016, os segmentos que mais apresentaram queda foram Imobiliário (17,14%), Infraestrutura (-13,96%) e Preparação de terreno (13,68%). Em dezembro, na comparação com o mês anterior, Infraestrutura e Preparação de terreno registraram as maiores quedas, 4,96% e 4,52% respectivamente.

A deterioração do mercado de trabalho afeta todas as regiões do Brasil, sendo os piores resultados observados no Centro-Oeste (-5,74%) e Norte (5,43%). Os estados que mais demitiram em 2016 foram São Paulo (-97.696), Rio de Janeiro (-77.726), Minas Gerais (-37.694), Bahia (-23.772) e Pará (-21,374).

Estado de São Paulo

Em dezembro houve queda de 2,70% no emprego em relação a novembro – redução de 18,7 mil vagas. O estoque de trabalhadores foi de 694,6 mil em novembro para 675,9 mil em dezembro. Em 12 meses, são menos 91.899 trabalhadores no setor.

Desconsiderando a sazonalidade**, houve redução de 0,15% (-1.078 mil vagas).

Em 2016, o segmento Imobiliário registrou baixa de 14,93%, seguido por preparação de terreno (-11,47%) e obras de instalação (-11,05%). EM dezembro, a maior queda foi de Imobiliário (-3.53%).

Na capital, que responde por 44,5% do total de empregos no setor, a queda em dezembro na comparação com o mês anterior foi de 2,74% (-8.503 vagas). Em 12 meses, São Paulo registra retração de 13,79% (-48.264 vagas).

Entre as Regionais do SindusCon-SP, Santos apresentou a maior queda (-4,80%), seguido por São José do Rio Preto (-4,07%) e São José dos Campos (-3,58%).
*A dessazonalização é um tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que tipicamente acontecem em um mesmo período do ano.


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