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Por Ingrid Melander
PARIS, 10 Out (Reuters) – Servidores públicos franceses
entraram em greve nesta terça-feira em protesto contra os planos
do presidente da França, Emmanuel Macron, de reduzir o
funcionalismo público e endurecer as condições salariais,
obrigando empresas aéreas a cancelar centenas de voos e
interrompendo atividades nas escolas.
Funcionários civis, professores e enfermeiras marcharam em
várias cidades do país, de Toulouse, no sul, a Estrasburgo, no
leste, antes do principal protesto do dia, em Paris.
Foi a primeira vez em uma década que todas as centrais
sindicais, que representam mais de 5 milhões de servidores
públicos, se uniram a uma mesma convocação de protesto.
Mas a quantidade de manifestantes pareceu pequena à medida
que a manifestação de Paris transcorria.
O comparecimento será um indicador importante do apetite
público para protestos contra as reformas sociais e econômicas
de Macron, que o ex-banqueiro de investimento diz serem
necessárias para destravar o crescimento econômico e colocar as
finanças públicas em uma situação mais sustentável.
As manifestações do mês passado contra a reforma da lei
trabalhista que foram lideradas por sindicatos do setor privado
não conseguiram persuadir Macron a mudar o rumo de suas
políticas, mas o movimento trabalhista francês tem se mostrado
historicamente mais vigoroso no setor público.
"Queremos que nossas vozes sejam ouvidas depois de meses e
meses de ataques contra o setor público e seus funcionários",
disse Mylene Jacquot, chefe da federação de servidores civis da
moderada CFDT, a maior central sindical da França.
"Em particular, queremos forçar o governo a cumprir sua
promessa relativa ao nosso poder de compra".
Avisos de greve foram fixados em escolas, hospitais,
aeroportos e ministérios do governo em reação aos planos de
cortar 120 mil empregos, congelar salários e reduzir a
indenização por licença de saúde.
A autoridade da aviação civil disse que 30 por cento dos
voos em aeroportos de todo o país foram cancelados, mas não
houve interrupções na rede ferroviária. O Ministério da Educação
disse que menos de um em cada cinco professores aderiu à greve.
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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