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Semana começa com altas nos mercados e Trump diz apoiar leis mais duras para venda de armas

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Bovespa segue exterior

A semana começou com boas altas nos mercados da Ásia e Europa repercutindo ainda a recuperação do mercado americano na última sexta-feira. No Brasil, como já tínhamos acompanhado o mercado americano, os efeitos obrigatoriamente deveriam ser menores. Mas ainda assim tivemos a B3 em alta.

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No cenário externo, continuou a influir no humor dos investidores a decisão de Trump de sobretaxar produtos de aço e alumínio. Países disseram que irão preservar posturas, mas sem querer deflagrar guerra comercial. Podemos citar a China e Alemanha, o que acaba caindo na retórica, mas até agora sem efeito prático.

Em dia de agenda econômica vazia, as atenções se voltaram para declarações de Theresa May do Reino Unido que disse ter convocado o embaixador russo para dar explicações sobre envenenamento do agente duplo e outro incidente ocorrido. A resposta dos russos foi que a primeira ministra montou um “show de circo”. Matheus Renzi da Itália renunciou ao comando do Partido Democrático e deve passar para a oposição. O Euro Grupo pode dar alívio para Grécia já no mês de abril.

Donald Trump deu declarações que apoia leis mais duras para venda de armas e na área econômica a receita fiscal de fevereiro encolheu 9,0%. Nos cinco meses do ano fiscal (começa em outubro), o déficit fiscal ampliou 12% para US$ 391 bilhões. Na sequência dos mercados, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,14%, com o barril cotado a US$ 61,33. O euro era transacionado em alta para US$ 1,233 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,87%. O ouro e a prata na Comex com quedas e commodities agrícolas com viés de queda na bolsa de Chicago.

No cenário local, a pesquisa semanal Focus do Bacen veio positiva com inflação em queda, mas com o PIB previsto para 2018 também declinando. O saldo da balança comercial da segunda semana de março mostrou superávit de US$ 1,45 bilhão, deixando o mês positivo em US$ 1,98 bilhão e o acumulado do ano com superávit de US$ 9,65 bilhões.

Outra situação que os mercados estão avaliando são os sinais dúbios sobre a privatização da Eletrobrás, apesar de estar e ser um dos itens principais daquela lista lançada de quinze medidas do governo. O ministro Meirelles falou sobre comércio internacional mais livre e barreiras artificiais.

Ainda no cenário local, os DIs terminaram o dia em leve queda de juros para todos os vencimentos, o dólar fechando em alta de 0,18% e cotado a R$ 3,26. Na B3, na sessão de 08 de março, os investidores estrangeiros voltaram a sacar recursos no montante de R$ 229 milhões, deixando o saldo negativo de março em R$ 2,4 bilhões, mas o ano ainda positivo em R$ 2,87 bilhões (já foi mais de R$ 10 bilhões).

No mercado acionário, dia de queda da bolsa de Londres de 0,13%, paris com +0,04%, e Frankfurt com +0,58%. Madri e Milão com altas de respectivamente 0,36% e 0,08%. No mercado americano, dia de queda do Dow Jones de 0,62% e Nasdaq com +0,36%. Na B3, mercado em alta de 0,61% e índice em 86.900 pontos.

Na agenda de amanhã, teremos as vendas no varejo de janeiro com previsão de expansão de 0,4% no mês. Nos EUA, a confiança do pequeno empresário e a inflação medida pelo CPI (Consumidor) de fevereiro. Durante a noite, a China anuncia uma bateria de dados, influindo na abertura de quarta-feira.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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