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Semana com divulgação de resultados importantes e atenção ao dólar

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Na semana passada, tivemos investidores com nervos à flor da pele por conta da valorização do dólar no segmento internacional desequilibrando commodities e mercado acionário. O dólar no Brasil valorizou 1,79%, cotado a R$ 3,52, mas ao longo do período chegou a R$ 3,56%. A B3 encarou quatro pregões seguidos de queda (durante toda a semana) e perdeu pontos de sustentação importantes. Só respeitou o patamar de 82.800 pontos, mesmo assim depois de trincar na última sexta-feira. Fechou a semana com perda de 3,85%, e índice em 83.118 pontos.

A nova semana começando com alta dos mercados na Ásia, Europa operando em alta nesse início de manhã e futuros do mercado americano com comportamento positivo. No Brasil, podemos acompanhar o setor externo na recuperação, mas a semana embute a divulgação de resultados do primeiro trimestre para mais de 50 empresas, incluindo Petrobras que divulga resultado amanhã. Temos ainda recuperação à zona de acumulação na faixa de 83.700 pontos.

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No final de semana, o Iraque atacou posições do Estado Islâmico que traz consequência em termos de possíveis ataques terroristas. O Reino Unido tenta acalmar Trump sobre acordo nuclear, enquanto Israel reforça campanha para saída do acordo. No BoJ (BC Japonês), pela ata, membros estão preocupados com a distensão monetária presente e mantida por muito tempo.

Na China, o governo anunciou encolhimento das reservas externas em US$ 18 bilhões em abril, mas com o estoque em US$ 3,12 trilhões. Na Alemanha, as encomendas à indústria do mês de março encolheram de forma inesperada (mais um indicador ruim de atividade) em 0,9%, quando o esperado era +0,5%. A Argentina continua trazem estresse para os emergentes.

Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,15%, com o barril no maior patamar desde 2014 em US$ 70,52. Isso se deve as tensões em relação ao Irã. O euro era transacionado em queda de 0,49% a US$ 1,19 e notes americanos de dez anos com taxa de juros de 2,95%. O ouro e a prata em quedas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto.

Internamente, o pré-candidato Ciro Gomes se movimenta para contar com apoio do PT além de tentar aproximação com a elite financeira. O presidente Temer não acredita em terceira denúncia, apesar do cerco estar se fechando.

No mercado, os DIs começando o dia em alta de juros para todos os vencimentos mais líquidos e o dólar começando o dia bem pressionado, com alta de 0,55% e cotado a R$ 3,544. Na B3, o dia pode ser de recuperação, com o índice futuro subindo 0,10%.

Bom dia e bons negócios.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe Home Broker Modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado


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