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Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 8 Jun (Reuters) – O pré-candidato do PSL à
Presidência, Jair Bolsonaro, cortará pela metade o número de
ministérios e defenderá uma diminuição do Estado se eleito em
outubro, afirmou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos
coordenadores da campanha do postulante ao Palácio do Planalto à
Reuters.
Segundo Onyx, Bolsonaro já tomou a decisão de reduzir dos
atuais 29 para 15 os ministérios na Esplanada. O coordenador,
entretanto, não quis informar quais pastas seriam cortadas no
novo organograma, se o deputado do PSL for eleito.
Esses detalhes vão constar do programa de governo de
Bolsonaro que, conforme o coordenador, está sendo elaborado por
Onyx, o economista Paulo Guedes e uma equipe grande de
acadêmicos e funcionários públicos. O programa de governo vai
ser divulgado, segundo ele, na última semana de julho.
Onyx disse que também haverá um corte "muito intenso" nos
cargos em comissão do governo federal. "O governo vai ser muito
enxuto. O nosso conceito é buscar a eficiência", disse o
coordenador. "O governo vai diminuir para que as pessoas possam
avançar", reforçou.
O coordenador reafirmou a posição de Bolsonaro –apresentada
em sabatina na quarta-feira no jornal Correio Braziliense– de
não elevar a carga tributária. "Antes de ser presidente, ele
disse que não vai aumentar impostos. Vai sim é buscar a
redução", disse.

BASE PARLAMENTAR
Segundo Onyx, Bolsonaro –líder das pesquisas de intenção de
voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
que está preso– conta atualmente com uma base de 63 deputados
de várias legendas. O coordenador disse que os apoiadores vão
chegar a 100 até o fim de julho.
Ele confirmou que tem organizado encontros e participado de
reuniões com parlamentares de outros partidos em apoio ao
pré-candidato do PSL.
O senador Magno Malta (PR-ES) é um dos que tem participado
desses encontros. Malta afirmou à Reuters que Bolsonaro
convidou-o para ser vice na chapa presidencial, mas ele disse
que ainda não se decidiu.
"Minha vida está nas mãos de Deus e não digo que dessa água
eu não bebo", disse ele, evangélico que no momento disse que
trabalha para se reeleger ao Senado.
Malta avalia que, se virar vice de Bolsonaro, a bancada do
PR poderá até dobrar de tamanho na Câmara –atualmente ela conta
com 41 deputados.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF),
determinou esta semana o arquivamento do inquérito contra Onyx
sob suspeita de ter cometido crime de caixa 2 nas eleições de
2006 com base na delação do ex-executivo da Odebrecht
Alexandrino de Alencar.
A acusação feita pelo delator era que Onyx teria recebido
175 mil reais naquela campanha, operação essa que teria sido
registrada no sistema paralelo de contabilidade da Odebrecht.

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(([email protected];))


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