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SÃO PAULO, 17 Mai (Reuters) – Jair Bolsonaro, pré-candidato
do PSL à Presidência da República, tem gerado controvérsia com
seus comentários que denigrem mulheres, homossexuais, negros e
indígenas que o levaram à Justiça, mas não apagaram sua
liderança precoce nas pesquisas para as eleições de outubro, nos
cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não
aparece como candidato.
Suas promessas de acabar com o crime e corrupção deram
grande popularidade ao ex-capitão do Exército.
Veja algum6as das declarações mais polêmicas de Bolsonaro:

– Em 2003, Bolsonaro disse à deputada Maria do Rosário
(PT-RS): "Jamais iria estuprar você, porque você não merece".
Durante a discussão, que foi gravada por uma rede nacional de
televisão, o deputado ainda empurrou a parlamentar e a chamou de
vagabunda.
– Em 2014, durante fala no plenário da Câmara, Bolsonaro
voltou a repetir a mesma frase à mesma deputada. "Há poucos dias
você me chamou de estuprador e eu te disse que só não ia te
estuprar porque você não merece".
– Durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma
Rousseff, que foi presa e torturada durante a ditadura militar,
na Câmara dos Deputados em 2016, Bolsonaro dedicou seu voto aos
militares e em especial a um dos principais torturadores da
ditadura a serem reconhecidos pela Justiça. "Pela memória do
coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma
Rousseff", afirmou.
– Durante participação em programa de rádio em 2016, o
deputado afirmou que "o erro da ditadura foi torturar e não
matar". A Comissão Nacional da Verdade estima que cerca de 440
pessoas tenham morrido durante o período, das quais 210 são
consideradas desaparecidas.
– Segundo denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da
República (PGR) em abril deste ano, durante um evento no Rio de
Janeiro em 2017, o deputado afirmou que deu "uma fraquejada"
quando teve sua filha. "Eu tenho cinco filhos. Foram 4 homens, a
quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher".
– A denúncia ainda indica uma outra ocasião em que Bolsonaro
disse que agrediria homossexuais caso presenciasse um beijo. "Se
eu ver dois homens se beijando na rua, vou bater", afirmou.
– Ao contar sobre a visita a um quilombo no interior do
Estado de São Paulo, Bolsonaro disse: "Olha, o afrodescendente
mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que
nem para procriador eles servem mais. Mais de 1 bilhão de reais
por ano gasto com eles", segundo a denúncia da PGR.
– Ainda segundo o texto da denúncia, em outra ocasião o
parlamentar já havia indicado desprezo por homossexuais. "Nós, o
povo, a sociedade brasileira, não gostamos de homossexual",
afirmou.
– "Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar
uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num
acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai
ter morrido mesmo", disse ele à revista Playboy em 2011.
– Bolsonaro também já criticou o maior parceiro comercial do
Brasil. Em entrevista à Reuters no ano passado, ele disse: "A
China está tomando conta do Brasil. É um fator preocupante.
Estão investindo em subsolo, agricultura, energia, portos e
aeroportos".

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(Reportagem de Laís Martins e Anthony Boadle
Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; +55 11 5644 7715; Reuters
Messaging: [email protected]))


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