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Por Maria Kiselyova e Jack Stubbs
MOSCOU, 16 Abr (Reuters) – O órgão regulador de
telecomunicações da Rússia informou nesta segunda-feira que
começou a bloquear o acesso ao serviço de mensagens Telegram
depois que a empresa se recusou a cumprir à ordem de dar às
autoridades russas acesso às mensagens secretas de seus
usuários.
Em comunicado, o órgão de fiscalização Roskomnadzor disse
que enviou uma notificação a operadores de telecomunicações
sobre o bloqueio do acesso ao Telegram dentro da Rússia.
O serviço, criado por um empresário russo, tem mais de 200
milhões de usuários globais e é classificado como o nono
aplicativo de mensagens móveis mais popular do mundo.
Uma autoridade do Roskomnadzor disse que levaria várias
horas para concluir a operação para bloquear o acesso, informou
a agência de notícias Interfax.
Em Moscou, o aplicativo Telegram ainda estava funcionando
normalmente no meio da tarde desta segunda-feira, mas o site da
empresa havia sido bloqueado por dois dos maiores provedores de
serviço da Rússia, o MTS e o Megafon .
Tanto o MTS quanto o Megafon se recusaram a comentar.
O Roskomnadzor estava implementando uma decisão proferida na
sexta-feira por um tribunal russo, que determinou que o Telegram
deveria ser bloqueado porque violava os regulamentos do país.
O Telegram se recusou repetidamente a atender pedidos para
dar acesso ao Serviço de Segurança Federal da Rússia às
mensagens criptografadas de seus usuários.
O órgão disse que precisa de tal acesso para se proteger
contra ameaças de segurança, como ataques terroristas. Mas o
elegram disse que a conformidade violaria a privacidade dos
usuários.
O fundador e presidente-executivo da Telegram, Pavel Durov,
disse que a proibição vai prejudicar a qualidade de vida de 15
milhões de russos e nada fará para melhorar a segurança da
Rússia.
"A ameaça terrorista na Rússia permanecerá no mesmo nível,
porque os extremistas continuarão a usar canais de comunicação
criptografados – em outros servidores de mensagem ou através de
uma VPN", disse ele.
"Consideramos a decisão de proibição anticonstitucional e
continuaremos a defender o direito à correspondência secreta
para os russos."
(Por Gareth Jones e Richard Balmforth)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))
REUTERS SI GM


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