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MOSCOU, 10 Out (Reuters) – A Rússia acusou os Estados Unidos
nesta terça-feira de fingirem combater o Estado Islâmico e de
reduzirem deliberadamente os ataques aéreos no Iraque para
permitir que militantes do grupo sigam para a Síria para conter
o avanço do Exército sírio, que tem apoio dos russos.
No sinal mais recente das tensões crescentes entre Moscou e
Washington, o Ministério da Defesa russo disse em um comunicado
que a coalizão liderada pelos EUA reduziu drasticamente os
ataques aéreos no Iraque em setembro, quando as forças sírias,
apoiadas pelo poderio aéreo russo, começaram a retomar a
província de Deir al-Zor.
"Todos veem que a coalizão liderada pelos EUA está fingindo
combater o Estado Islâmico, sobretudo no Iraque, mas continuando
a supostamente combater o Estado Islâmico na Síria ativamente
por alguma razão", disse o general Igor Konashenkov, porta-voz
do ministério.
Em resultado, disse, os militantes se transferiram em
grandes números de áreas da fronteira iraquiana para Deir
al-Zor, onde estão tentando se instalar na margem esquerda do
rio Eufrates.
"As ações do Pentágono e da coalizão exigem uma explicação.
Será que esta mudança de método é um desejo de complicar tanto
quanto puderem a operação do Exército sírio, apoiado pela Força
Aérea russa, para recuperar território ao leste do Eufrates?",
questionou Konashenkov.
"Ou será uma manobra habilidosa para expulsar terroristas do
Estado Islâmico do Iraque forçando-os a entrar na Síria e na
rota do bombardeio cirúrgico da Força Aérea russa?".
Ele disse que as tropas sírias estão envolvidas em um
esforço para repelir o Estado Islâmico da cidade de Al-Mayadin,
a sudeste de Deir al-Zor, mas que o grupo militante tenta
reforçar suas fileiras diariamente com "mercenários
estrangeiros" vindos do Iraque.
(Por Andrew Osborn)
((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))
REUTERS PF


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