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(Repete texto publicado na noite de quinta-feira)
BRASÍLIA, 9 Nov (Reuters) – O presidente Michel Temer voltou
a defender a reforma da Previdência nesta quinta-feira,
destacando que ela vai garantir os direitos "de quem mais
precisa".
"O Brasil voltou e agora é hora de olhar para frente e dar
mais eficiência ao dinheiro que você paga impostos. Por isso a
gente precisa fazer, por exemplo, a reforma da Previdência.
Queremos uma reforma que garanta direitos de quem mais precisa",
disse Temer em uma entrevista à Voz do Brasil, programa do
sistema estatal de comunicação.
Segundo o presidente, a reforma vai garantir os direitos de
quem ganha até dois salários mínimos e "combate privilégios de
quem ganha mais de 20, 30 mil".
"Quem ganha até dois salários mínimos não vai ter prejuízo
nenhum, por isso que precisamos e estamos buscando o empenho de
todos, Congresso Nacional, sociedade, para fazer a reforma justa
que promova o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos",
disse.
Mais cedo, Temer disse estar "animadíssimo" com as
articulações que estão sendo feitas desde a o início da semana
em torno da aprovação da reforma.
"Eu estou animado porque hoje eu tenho o apoio do presidente
(da Câmara) Rodrigo Maia, do presidente (do Senado) Eunício
Oliveira, fizemos várias reuniões nesses dois, três dias", disse
Temer a jornalistas, logo após evento no Palácio do Planalto.
O presidente sinalizou que há espaço para a reforma ser
aprovada, desde que se explique "direitinho" o objetivo da
"verdadeira" reforma da Previdência e sua importância.
"O objetivo dela é combater privilégios e preservar os mais
vulneráveis, não há nenhuma modificação em relação aos mais
pobres, o que há sim é uma quebra de privilégios que hoje não
podem mais continuar", disse.
Para Temer, a importância da reforma ficou constatada quando
no início da semana ocorreu a "simples hipótese" de que seria
difícil aprová-la, o que levou a Bolsa de Valores cair e o dólar
subir.
Segundo o presidente, isso foi uma "lição", lembrando que,
depois, quando se afirmou que a reforma seria retomada, a Bolsa
voltou a subir e o dólar caiu.

REFORMA MINISTERIAL
O presidente afirmou que saberá "o momento certo" de fazer
uma reforma ministerial. Partidos da base aliada, principalmente
do centrão, têm cobrado que Temer retire dos cargos ministros do
PSDB, partido que não deu apoio maciço a ele na votação das
denúncias, mas ocupa pastas importantes, como Cidades e
Secretaria de Governo.
"Toda vez que você governa, essas reformas (ministeriais)
estão em cogitação", disse. Questionado, ele negou que vá fazer
uma reforma antes do que pretendia inicialmente.
"Reconheço que há pleitos (sobre reforma ministerial) e
sobremais como muitos ministros vão deixar seus cargos, é claro
que a reforma será inevitável", afirmou.

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(Reportagem de Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito; Edição de
Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))


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