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(Repete texto publicado na noite de terça-feira)
Por Ricardo Brito
BRASÍLIA, 20 Fev (Reuters) – O presidente do PTB, o
ex-deputado Roberto Jefferson, afirmou nesta terça-feira à
Reuters que o motivo para a desistência de sua filha, a deputada
Cristiane Brasil (PTB-RJ), em lutar para assumir o Ministério do
Trabalho decorreu da perspectiva sobre quando o Supremo Tribunal
Federal (STF) julgaria o recurso sobre a nomeação dela.
"Ponderei com a Cris que chega, esperamos muito, ela foi
colocada no pelourinho e espancada violentamente pelo delito
administrativo de uma reclamação trabalhista", protestou
Jefferson.
Segundo o presidente do partido, havia especulações de que o
caso dela só fosse ser apreciado pelo Supremo no segundo
semestre. Isso, na avaliação que ele fez, só iria aumentar o
desgaste da filha.
"Vamos enterrar isso e bola para frente", afirmou o
petebista, destacando que Cristiane terá tempo para batalhar por
uma reeleição para a Câmara dos Deputados. Jefferson disse que
sua filha está "muito triste", mas que há tempo para ela se
recuperar.
O presidente do partido afirmou ter informado da decisão do
partido ao ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, na
manhã desta terça por telefone. Disse que deve se reunir com o
presidente Michel Temer –que havia concordado no início de
janeiro com o nome de Cristiane– até a quarta-feira.
Jefferson disse que sua torcida é pela efetivação de Helton
Yomura no cargo de ministro. Ele é o secretário-executivo da
pasta, espécie de número 2, e tem tocado o ministério.
"Quem tem que definir isso é o presidente", disse. "O Helton
é um nome provado, grande gestor, já está lá no exercício do
ministério", completou.
O caso da deputada se arrastava desde o início de janeiro,
quando o próprio Temer aceitou a escolha dela, em substituição
ao também petebista Ronaldo Nogueira (RS), que deixou o cargo
para tentar à reeleição para a Câmara dos Deputados.
Antes de Cristiane, o PTB havia indicado o deputado Pedro
Fernandes (MA) para o cargo, mas a proximidade do parlamentar
com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) –opositor
ferrenho do governo de Michel Temer– levou a um veto a seu
nome.

(Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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