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(Repete texto publicado na noite de quinta-feira)
RIO DE JANEIRO, 10 Mai (Reuters) – O governador do Rio de
Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), defendeu nesta quinta-feira
que os militares mantenham a intervenção federal na área de
segurança pública do Estado pelo menos até o fim do primeiro ano
de mandato do seu sucessor a ser eleito em outubro deste ano.
O presidente Michel Temer tem dado indicações em algumas
conversas com políticos mais próximos e sinalizações em
entrevistas de que pode encerrar a intervenção no Rio, caso ela
dê resultados até o final do ano, permitindo assim que o
Congresso vote uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), como
a da reforma da Previdência. A Constituição prevê que seu texto
não pode ser alterado na vigência de uma intervenção federal.
“Sempre me coloquei à disposição em ajudar o presidente
Temer… se precisarem interromper a intervenção, me comprometi
em manter as pessoas que os militares indicarem”, disse Pezão a
jornalistas após participar do Fórum Nacional, promovido pelo
Instituto de Altos Estados (Inae).
“Mas minha opinião é que a intervenção não vai terminar e
vai continuar até pelo meu sucessor. O Rio é uma situação
atípica e precisamos de ajuda federal", disse Pezão.
"Sem contingente forte aqui, é difícil vencer a guerra, e
duvido que em 2019 vá se dispensar essa parceira e cooperação",
acrescentou o governador, quando indagado se a intervenção
poderia acabar até dezembro.
Segundo Pezão, os militares precisam de mais tempo no Estado
para mostrar os resultados esperados na redução da violência e
da criminalidade. Estudos mostram que desde o início da
intervenção, há quase três meses, os índices subiram.
“Tenho conversado com os generais e eles já esperavam esse
recrudescimento do tráfico e das milícias. Os criminosos também
testam a força da segurança pública", disse Pezão.
Somente neste ano quase 50 agentes de segurança já morreram
no Estado e há diversos casos de balas perdidas e de confrontos
em comunidades. Nos últimos dias, os confrontos se
intensificaram na Rocinha, localizada na zona sul, próxima a uma
área nobre da cidade.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier
Edição de Eduardo Simões)
(([email protected]; 55 11 5644 7759; Reuters
Messaging: [email protected]))

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