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(Repete matéria publicada na segunda-feira)
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Por Bruno Federowski
BRASÍLIA, 4 Jun (Reuters) – A inflação provavelmente
permaneceu estagnada abaixo do piso da meta em maio, mostrou
pesquisa da Reuters com economistas, mas deve acelerar em junho
devido aos efeitos da greve dos caminhoneiros.
Os preços ao consumidor medidos pelo IPCA devem ter subido
2,73 por cento nos 12 meses até maio, de acordo com a mediana de
22 estimativas.
Esse resultado ficaria levemente acima da leitura de 2,70
por cento para o IPCA-15 de maio, mas abaixo dos 2,76 por cento
para o IPCA em abril, conforme a economia fraca continua a
dificultar a tarefa do Banco Central de levar a inflação de
volta à meta.
O BC mira uma taxa de 4,5 por cento no fim do ano, com
margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. No ano
passado, a inflação ficou abaixo do piso da meta pela primeira
vez na história do regime de metas e, desde então, o BC reduziu
os juros à mínima histórica.
O desemprego elevado e a ampla capacidade ociosa vêm
limitando a alta de preços enquanto a economia se recupera
lentamente da recessão mais profunda em décadas.
Mas a inflação deve sentir um impulso em junho após a greve
dos caminhoneiros interromper os fluxos de insumos e mercadorias
em diversos setores.
"Como esta greve foi primariamente um choque negativo de
oferta, os preços de combustíveis e alimentos saltaram",
escreveram economistas do JPMorgan em relatório. "Acreditamos
que os preços de combustíveis vão normalizar de forma
relativamente rápida conforme o combustível que está preso nas
estradas e em companhias é entregue".
"Mas a greve parece ter gerado perdas permanentes no setor
de alimentos, uma vez que produtos perecíveis tiveram de ser
descartados e outros insumos (como rações para gado) não foram
entregues."
O JPMorgan revisou para cima sua projeção para o IPCA de
junho para 0,94 por cento ante 0,62 por cento. Isso ajudaria a
inflação a terminar 2018 em 3,9 por cento, comparado à previsão
anterior de 3,6 por cento, disse o relatório.
Seria uma aceleração forte em relação à mediana das
estimativas da pesquisa Reuters, que aponta alta de 0,30 por
cento para o IPCA em maio. O dado será divulgado na sexta-feira
às 9h.
Essas projeções chamam atenção para os amplos efeitos dos
protestos contra a alta do preço do diesel nas últimas semanas
de maio sobre a economia brasileira.
Vários economistas pioraram suas projeções para o Produto
Interno Bruto (PIB) de 2019 na esteira da greve. Bloqueios de
estradas também contribuíram para reduzir o superávit comercial
em maio.

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(Edição de Camila Moreira)
(([email protected]; Twitter: @b_federowski ;
+55 11 5644 7768; Reuters Messaging:
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