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(Repete matéria publicada na terça-feira)
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Por Bruno Federowski
BRASÍLIA, 8 Mai (Reuters) – A inflação provavelmente
acelerou em abril mas permaneceu bem abaixo do piso da meta,
mostrou pesquisa da Reuters com economistas nesta terça-feira,
mantendo o Banco Central em vias de cortar os juros a nova
mínima histórica na semana que vem.
Os preços ao consumidor medidos pelo IPCA provavelmente
subiram 2,82 por cento no acumulado em 12 meses até abril, de
acordo com a mediana de 23 estimativas, um pouco acima da taxa
de 2,80 por cento para o IPCA-15 –prévia da inflação oficial–
naquele mês e dos 2,68 por cento para o IPCA em março.

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Mas mesmo a projeção mais elevada vista na pesquisa, de 2,88
por cento, ficou aquém do piso da meta, de 4,5 por cento com
margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo,
ressaltando as dificuldades do BC para impulsionar as altas de
preço em meio à recuperação lenta e desigual da economia.
Sobre março, o IPCA deve ter subido 0,28 por cento no mês
passado, de acordo com a mediana de 22 estimativas que variaram
de 0,20 a 0,33 por cento.
Os preços de alimentos, que por meses limitaram o avanço dos
preços ao consumidor, provavelmente subiram em abril, mas o
núcleo da inflação –que ignora itens voláteis– continua baixo
devido à demanda.
Da indústria e serviços ao desemprego, indicadores recentes
ligados à atividade vêm decepcionando, sugerindo que mesmo juros
baixos ainda não se traduziram em pressões inflacionárias.
Isso deve permitir ao BC avançar com seu plano de cortar a
Selic em 0,25 ponto percentual na semana que vem e mantê-la em
6,25 por cento por um período prolongado mesmo com a alta
recente do dólar encarecendo importados.
"Além de evitar que o fortalecimento do dólar gere pressões
inflacionárias, a recuperação econômica lenta deve permitir que
a autoridade monetária comece a normalizar a política monetária
mais tarde do que o esperado," escreveram economistas do banco
Haitong em relatório.
Os juros futuros indicam que operadores apostam
majoritariamente em corte de 0,25 ponto percentual na Selic na
semana que vem e estabilidade na reunião seguinte do BC, em
junho.

(Edição de Patrícia Duarte)
(([email protected]; Twitter: https://twitter.com/b_federowski
; +55 11 5644 7768; Reuters Messaging:
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