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(Repete matéria publicada na noite de terça-feira)
Por Anthony Boadle
BRASÍLIA, 12 Jun (Reuters) – Promotores brasileiros disseram
nesta terça-feira que estão investigando uma companhia dos
Estados Unidos por suposta "biopirataria", acusando-a de usar
ilegalmente componentes genéticos da fruta tropical açaí em
suplementos nutricionais que vende.
O Ministério Público Federal no Amapá, um dos principais
Estados produtores de açaí, disse que a companhia Sambazon usou
o patrimônio genético da fruta sem autorização.
Biopirataria é a apropriação ou uso comercial ilegal de
materiais biológicos, como extratos de plantas medicinais, que
são nativos a um país específico sem dar justa compensação
financeira ao seu povo ou governo.
Representantes da Sambazon no Brasil e em sua sede na
Califórnia não responderam imediatamente a pedidos de
comentário.
A empresa privada Sambazon produz sucos de frutas,
embalagens de frutas, sobremesas e lanches congelados, pós e
bebidas energéticas à base de polpa de açaí importado do Brasil,
segundo o site da companhia.
Rico em antioxidantes e aminoácidos, o açaí é considerado
uma das frutas mais nutritivas de bacia amazônica e se tornou um
favorito entre californianos preocupados com a saúde.
Não ficou imediatamente claro por que promotores estavam
investigando a Sambazon e não outros grandes comerciantes
internacionais de açaí, mas a companhia é uma das maiores e mais
antigas e fabrica suplementos tradicionais em vez de apenas
bebidas mais simples.
Em 2012, o Ibama multou a Sambazon em 75 mil reais por não
obter permissão para usar o material genético do açaí para
propósitos de desenvolvimento técnico.
Em sua defesa, a Sambazon alegou que seus produtos eram
criados a partir de misturas e que apenas agregava valores a
polpa do açaí.
A nova investigação busca compensação para as comunidades
que produzem açaí na floresta Amazônica no Estado do Amapá, de
onde a Sambazon importa o fruto, disse o MPF do Estado em nota
enviada por email à Reuters.
O MPF disse que a Sambazon falhou em obter autorização do
Conselho Nacional de Patrimônio Genético (CGen).
Fundada em 2000, a Sambazon começou a processar açaí em
embalagens de polpa de fruta misturados com guaraná, outro fruto
da Amazônia que contém estimulantes naturais, e vendê-las a
comércios de suco e clubes de exercícios no sul da Califórnia.
A Sambazon agora vende seus produtos em supermercados ao
redor dos Estados Unidos.
(Tradução Redação São Paulo, 5511 56447765))
REUTERS LM TR


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