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(Repete texto publicado na noite de quarta-feira)
BRASÍLIA, 14 Fev (Reuters) – O ministro da Secretaria de
Governo, Carlos Marun, afirmou nesta quarta-feira que não está
sendo cogitado "de forma nenhuma" o afastamento do diretor-geral
da Polícia Federal, Fernando Segovia.
"Não existe de forma nenhuma essa cogitação", disse Marun ao
ser perguntado se existia a possibilidade de saída de Segovia do
cargo.
Marun disse que "não há nada de grave" na entrevista
concedida por Segovia à Reuters na última sexta-feira, em que o
diretor-geral da PF indicou que o chamado inquérito dos Portos,
em que o presidente Michel Temer é investigado por supostamente
ter negociado a edição de um decreto que poderia beneficiar a
empresa Rodrimar, poderia ser arquivado.
"Eu penso que o diretor-geral deve sim observar inquéritos
de grande repercussão. Até para impedir que se transforme em
objeto de guerra política", disse a jornalistas.
Na entrevista à Reuters, Segovia diz que os indícios contra
Temer são "frágeis".
"No final a gente pode até concluir que não houve crime.
Porque ali, em tese, o que a gente tem visto, nos depoimentos as
pessoas têm reiteradamente confirmado que não houve nenhum tipo
de corrupção, não há indícios de realmente de qualquer tipo de
recurso ou dinheiro envolvidos. Há muitas conversas e poucas
afirmações que levem realmente a que haja um crime", disse
Segovia à Reuters.
Marun manteve a posição do governo de que o diretor-geral
falou verdades, e acrescentou que Segovia vai se explicar ao
relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís
Roberto Barroso.
"Não existe sequer o crime, não existe ilicitude. Em não
existindo isso esse inquérito tem um provável caminho natural
que é o arquivamento", disse Marun. "Vejo o que se chama de
tempestade com copo d'água. Ele faz declarações em que verbaliza
o óbvio e transformam em um caso político, quando política pode
haver na existência do inquérito."

(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Edição de Alexandre
Caverni)
(([email protected]; +55.61.34267000;
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