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(Repete matéria publicada na noite de terça-feira)
Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA, 28 Nov (Reuters) – O presidente da Câmara, Rodrigo
Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira que o ideal é votar a
reforma da Previdência neste ano, mas não fixou uma data limite
para que a proposta seja apreciada no plenário da Câmara.
Em rápida entrevista a jornalistas, Maia disse que pediu ao
líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e ao
ministro Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) que comecem a
fazer a contagem de votos para ver as condições de se colocar a
reforma em votação.
"O ideal é que a Câmara vote este ano. Próximo ano é muito
difícil, Carnaval no meio do mês de fevereiro. É difícil você
conseguir encontrar calendário para a Câmara e o Senado para que
os dois possam votar no mesmo mês ou nos primeiros 40 dias essa
matéria", afirmou.
"Então o ideal é que se nós tivermos condições, que a gente
vote este ano."
Questionado sobre a expectativa de votação da proposta na
quarta-feira da próxima semana, Maia disse que não havia marcado
a data. Em seguida, desconversou sobre um prazo limite para
análise da matéria.
"Se eu tivesse a resposta, já teria dado", disse.
Na véspera, o presidente da Câmara afirmou que a situação
era difícil, mas que tentaria votar a matéria ainda neste ano.
Maia avaliou que o ideal seria votar em fevereiro, se o mês são
fosse interrompido pelo Carnaval. As declarações levantaram
interrogações sobre eventual adiamento da votação.
Mais cedo nesta terça-feira, ao sair de audiência com a
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, o
deputado disse ter sido mal interpretado.
"Eu não disse isso… alguém interpretou de forma errada ou
não entendeu… O que eu disse é que o ideal era que fosse
votado tudo no mesmo mês. Mas como tinha o Carnaval no meio era
inviável votar tudo no mesmo mês. Então nos restaria votar ainda
neste ano apesar de toda a dificuldade", explicou.
Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta
terça-feira em São Paulo que o importante é que a reforma seja
aprovada "nesta administração" do presidente Michel Temer.
O ministro disse ainda que não havia prazos para as
discussões. Até então, o governo vinha ressaltando a necessidade
de aprovar a reforma o mais breve possível, de preferência ainda
neste ano na Câmara dos Deputados.
As conversas sobre o texto ressaltam o árduo caminho que o
governo tem pela frente para garantir sua aprovação na Câmara,
onde precisa do apoio de pelo menos 308 deputados, mesmo após a
apresentação na semana passada de uma proposta desidratada para
a reforma, com economia fiscal de cerca de 60 por cento do
inicialmente pretendido pelo governo.
Nesta manhã, em encontro patrocinado por Maia na residência
oficial da presidência da Câmara, o PSDB demandou alguma
mudanças no texto relacionadas aos servidores públicos que
entraram antes de 2003 e que se alega não terem regra de
transição.
"O PSDB fez hoje uma proposta pedindo para retirar três
pontos", disse Maia, sem detalhar que assuntos teriam sido
levantados pelos tucanos. "Vamos avaliar se esses três pontos
inviabilizam a aprovação ou não, porque sem os votos do PSDB é
óbvio que a gente sabe que é quase impossível chegar aos 308
votos."
Segundo o presidente da Câmara, o secretario da Previdência,
Marcelo Caetano, irá avaliar o impacto da retirada desses três
pontos sobre a economia de recursos produzida pela reforma.
Na semana passada, Meirelles disse que a proposta enxuta da
reforma representava cerca de 60 por cento do que o governo
pretendia economizar com a reforma original. A equipe econômica
luta para que se mantenha uma economia substancialmente superior
a 50 por cento.
"Se cair muito talvez a gente perca as condições de votar,
mas vamos esperar a resposta do secretário Marcelo Caetano e
vamos continuar conversando com os líderes", disse Maia.

(Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))

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