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(Repete matéria publicada na noite de quarta-feira)
BRASÍLIA, 29 Nov (Reuters) – O presidente da Câmara dos
Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira que
já houve muitas concessões no texto da reforma da Previdência,
mas defendeu uma análise do impacto de mudanças na proposta
defendida pelo PSDB, além de dizer que tem certeza que a
proposta terá condições de ser votada "nas próximas semanas".
"Eu tenho certeza que nós estamos fazendo um grande esforço
e tenho certeza de que nas próximas semanas nós vamos construir
as condições para aprová-la", disse Maia mais cedo, em almoço de
confraternização com representantes do setores do comércio e dos
serviços.
Já a declaração de Maia sobre as possibilidade de mais
concessões no texto da Previdência ocorreu pouco depois de o
ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmar que não há mais
como o governo ceder no texto da reforma, mais enxuto.
"Eu acho que tem que avaliar sempre o impacto do que está
sendo proposto", disse Maia a jornalistas ao chegar na Câmara.
"Se for pequeno (o impacto)… é óbvio que eu acho que o
relator já cedeu muito antes da votação na comissão, já cedeu
agora nos pontos mais polêmicos para deixar claro que não havia
nenhuma intenção de prejudicar as pessoas que ganham menos no
Brasil", afirmou.
"Acho que o ideal é que fique como está."
O PSDB demandou algumas mudanças no texto relacionadas aos
servidores públicos que entraram antes de 2003 e que se alega
não terem regra de transição.
Para Maia, esta eventual mudança precisa ter o impacto
analisado, para que não comprometa a intenção do governo de
manter uma economia substancialmente superior a 50 por cento do
texto inicial enviado ao Congresso. Na semana passada, Meirelles
disse que a proposta enxuta da reforma representava cerca de 60
por cento do que o governo pretendia economizar com a reforma
original.
Maia acrescentou que "pode ser bom" acatar as demandas do
PSDB, caso fique constatado que não há prejuízos significativos
à ideia do governo e se as eventuais mudanças se traduzirem em
parte dos votos da bancada tucana –entre 35 e 40 votos, segundo
o deputado.
O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), no entanto,
afirma que não há "fato novo" nas sugestões apresentadas pela
bancada, e que elas foram sugeridas ao relator da proposta,
Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) ainda em abril, antes do episódio
de gravações de executivos da JBS que gerou as duas denúncias
contra o presidente Michel Temer e prejudicou o andamento das
votações no Congresso.
"É notório que as dificuldades do governo para consolidar
apoio à PEC foram agravadas pelas denúncias da
Procuradoria-Geral da República, com a progressiva falta de
coesão na base. Não é papel da bancada do PSDB mobilizar os
aliados do governo. São necessários 308 votos para aprovação da
PEC. Hoje, os 46 votos do PSDB seriam insuficientes para suprir
o déficit de apoio no plenário", diz trecho da nota.
Na mesma entrevista em que afirmou que não havia mais como
mexer no texto da reforma, Padilha disse que o PSDB está fora da
base, mas disse acreditar que o partido apoiará a proposta de
reforma da Previdência por causa do compromisso que já
manifestou com essas mudanças.
Na nota, Tripoli diz ainda que a sigla não se guia pela
"impopularidade" dos temas ou pela proximidade das eleições. E,
ao citar as ocasiões em que a bancada deu "sólido" apoio, caso
da PEC do teto dos gastos e da reforma trabalhista, afirmou que
o partido tem compromisso com a agenda de reformas.
O presidente da Câmara também disse que deve ser votada
ainda neste ano uma das medidas do pacote fiscal editado pelo
governo, que trata da reoneração da folha de pagamento das
empresas de diversos setores.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Alexandre
Caverni)
(([email protected]; 5511 56447702; Reuters
Messenger: [email protected]))

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