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(Repete matéria publicada na noite de quarta-feira)
Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA, 29 Nov (Reuters) – O presidente Michel Temer vai
participar de uma jantar no domingo com presidentes e lideranças
partidárias no domingo no esforço do governo para conquistar
votos para aprovar a reforma da Previdência enxuta na Câmara
ainda neste ano, afirmaram à Reuters duas fontes com
conhecimento das tratativas.
O encontro será realizado na residência oficial da Câmara e
está sendo promovido pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia
(DEM-RJ), que tem feito uma dobradinha com o governo para tentar
votar a proposta.
Um dos vice-líderes do PMDB na Câmara e cotado para assumir
a Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS) elogiou a
iniciativa do presidente de participar do encontro. Para ele, a
nova versão da reforma ainda não foi "assimilada" pela base
aliada.
"O governo está num momento de prestar esclarecimentos",
afirmou Marun. O deputado disse que, até o momento, não houve
nenhuma definição sobre a eventual ascensão dele para a
Secretaria do Governo, no lugar do tucano Antonio Imbassahy.
Deputados da base têm se queixado também que a minirreforma
ministerial não foi concluída –especialmente a completa saída
dos tucanos do governo– e que o novo texto da Previdência ainda
causará estragos eleitorais para os parlamentares que o
apoiarem.
O Palácio do Planalto trabalha para votar a proposta, no
plenário da Câmara em primeiro turno, na próxima quarta-feira.
Em entrevista coletiva mais cedo, O ministro da Casa Civil,
Eliseu Padilha, afirmou que o governo não aceitará fazer novas
concessão ao texto apresentado pelo relator da reforma, deputado
Arthur Maia (PPS-BA), na semana passada.
Segundo uma fonte, Temer também deverá se reunir com o
governador de São Paulo e provável futuro presidente do PSDB,
Geraldo Alckmin, para tratar da saída dos tucanos do governo e
do apoio que a legenda –até então principal aliada na agenda
econômica– dará ao novo texto da reforma da Previdência.
Na coletiva, Padilha afirmou que o PSDB não é mais da base
de sustentação do governo e afirmou que espera o apoio do PSDB
na reforma ocorra pela "histórica" defesa do partido à proposta.
Ele disse que Alckmin poderá ajudar na aprovação do texto se se
manifestar "objetivamente" a favor do texto.
Na conta mais otimista, segundo uma fonte palaciana, o
governo teria 280 votos favoráveis à reforma. Precisaria
conquistar cerca de 50 votos para ter uma maioria de segurança
para passá-lo na Câmara –são necessários os votos de pelo menos
308 dos 513 deputados para aprovar uma emenda à Constituição.
Uma liderança governista tinha um prognóstico mais
pessimista antes da apresentação do novo texto, contabilizando
220 votos.

PRAZO LIMITE
O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB),
afirmou que o prazo limite para votar a reforma da Previdência
neste ano vence na penúltima semana de trabalhos no Congresso,
já que os últimos dias de sessões do Legislativo serão dedicados
à votação do Orçamento.
Aguinaldo defende que a proposta seja votada ainda neste ano
e prevê maior dificuldade para a aprovação do texto se a votação
for deixada para 2018. "Eu acho que o esforço de votar deve ser
neste ano porque no ano que vem começa o calendário eleitoral",
disse a jornalistas.
"Temos que votar até a semana do dia 17", disse. "Antes da
última semana (de trabalhos), até porque a última semana temos
que votar orçamento."
O Congresso funciona até o dia 22 e depois entra em recesso
parlamentar, retomando suas atividades apenas em fevereiro.
Deputados terão, portanto, como prazo limite para votar a
Previdência a semana entre os dias 11 e 15 de dezembro, enquanto
o Congresso poderá se dedicar ao Orçamento entre os dias 18 a
22.

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(Edição de Alexandre Caverni)
(([email protected]; 55-11-56447702; Reuters
Messaging: [email protected]))


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